Publicado em 13/06/2018 20h18

Biosev encerra a safra 2017/2018 com moagem de 32,7 milhões de toneladas e taxa de utilização recorde

Biosev S.A., uma das líderes do setor sucroenergético brasileiro, fechou o ano-safra 2017/2018 com recorde de moagem

A Biosev S.A., uma das líderes do setor sucroenergético brasileiro, fechou o ano-safra 2017/2018 com recorde de moagem, que atingiu 32,7 milhões de toneladas, a mais elevada dos últimos sete anos. A taxa de utilização alcançou 89,7% e é a maior da história da companhia, tendo a unidade Santa Elisa registrado recorde histórico de moagem superando 6 milhões de toneladas. A companhia encerrou a safra 17/18 com resultado operacional positivo, reflexo das melhorias implementadas na gestão agrícola e industrial, e com uma nova condição patrimonial e financeira.

Dentre os resultados operacionais destacamos o volume de produção, medido pelo ATR Produto, que cresceu 5,9% em relação à safra passada e chegou a 4,2 milhões de toneladas. Este volume foi possível graças à moagem e indicadores agrícolas, tais como: crescimento de 3% no TCH (Toneladas de Cana por Hectare) no Polo MS (Mato Grosso do Sul), que atingiu 83,4 t/ha; no acumulado da empresa, a produtividade dos canaviais alcançou 77,4 t/ha, em linha com a safra anterior. O teor de ATR Cana consolidado foi de 128,8 kg/ton na safra 17/18, em linha com a safra anterior que reflete principalmente a continuidade das boas práticas agrícolas como o manejo do canavial e a adequação do perfil varietal. 

A receita líquida na safra 17/18, excluindo os efeitos contábeis da dívida em moeda estrangeira, atingiu R$ 7,3 bilhões, aumento de 2,4% em relação à safra 16/17. Sob o mesmo critério, a receita líquida do açúcar chegou a R$ 3,1 bilhões, aumento de 9,7% em relação à safra 16/17. Esse resultado reflete principalmente o crescimento de 8,4% dos volumes vendidos. O volume de exportações avançou 17,3% e o preço médio no período subiu 1,2%. A receita líquida de etanol foi de R$ 2,2 bilhões, acréscimo de 4,9% ante o ano-safra 16/17. Esse resultado reflete o aumento de 9,4% nos volumes, o que foi parcialmente compensado pela redução de 4,1% no preço médio.

No balanço do ano-safra passado, outro destaque vai para o avanço da receita líquida de vendas de energia, que apresentou alta de 59,8%, atingindo R$ 350 milhões. Este crescimento foi puxado pela elevação do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), como consequência da redução dos níveis de água dos reservatórios na região centro-sul.

A Biosev apresentou uma redução de custos importante, como resultado das contínuas iniciativas da Companhia em readequar suas estruturas e se tornar mais resiliente em um ambiente de preços mais desafiador. Nesse sentido, o CPV caixa ex-revenda em bases unitárias apresentou uma redução de 7,1%. 

Após extensão e renovação de parte majoritária do endividamento bancário da companhia, no montante de R$ 3,7 bilhões, e aumento de capital no valor total de R$ 3,5 bilhões, a alavancagem financeira foi reduzida de 3,5x para 2,1x e o patrimônio líquido alcançou R$ 1,6 bilhão. O atual saldo de caixa e aplicações da companhia é 3,7 vezes superior ao seu endividamento de curto prazo.

"Os bons resultados da safra e o plano de ação de competitividade combinados à nova estrutura de capital e ao reperfilamento da dívida com os bancos, fortalecem as condições para a continuidade da execução do Plano de Negócios da Companhia", afirmou Rui Chammas, Presidente da Biosev.

O resultado da companhia registrou uma perda de R$ 1,3 bilhão decorrente, principalmente, do impacto da variação cambial sobre a dívida em moeda estrangeira, de redução no valor justo do ativo biológico e de itens não recorrentes.

Autoria: Udop - União dos Produtores de Bioenergia

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