Publicado em 08/10/2018 09h22

GIRO AGRONEGÓCIO

Mauricio Picazo Galhardo

AC1
 
CRESCIMENTO. Temas relevantes para o crescimento econômico e social do Brasil foram debatidos durante a primeira edição do Rio Money Forum, evento realizado em 1 e 2 de outubro no Rio de Janeiro. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) e pelo Comitê para o Desenvolvimento do Mercado de Capitais (Codemec), o fórum também debateu propostas de políticas públicas para o novo governo que tomará posse em 2019.

ADIDOS AGRÍCOLAS. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciou, em setembro, processo seletivo para designar sete novos adidos que servirão no Canadá, Colômbia, Egito, Indonésia e Marrocos, além da China e União Europeia que passarão a ter dois profissionais nessa atividade. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, a expectativa é que eles assumam os postos em dezembro. 

CANA. A paisagem do agronegócio no Nordeste paulista mudou muito nas últimas três décadas. Se antes as pastagens e o cultivo de grãos e citros dominavam o cenário, agora a cana-de-açúcar ganha cada vez mais espaço e muda o perfil dos negócios da região. Isso é o que mostra levantamento feito pela Embrapa Territorial, que aponta ainda aumento de florestas nativas neste mesmo período. A Embrapa comparou imagens de satélite de 125 municípios, em uma área de 52 mil km², de 1988 até 2016.
 
TRIGO. Com 88% das lavouras de trigo no Rio Grande do Sul entre as fases final de enchimento de grãos e início da maturação, os triticultores estão preocupados com a persistência do tempo úmido e quente prevista para as próximas semanas. A se concretizar esse cenário, mais que a quantidade, a qualidade final do grão poderá sofrer sérios danos, resultando em um produto final de baixo valor. 
 
INSETOS. Um estudo publicado na revista Science indicou que os insetos consomem cerca de 20% das plantas que os seres humanos cultivam como alimento. De acordo com essa publicação, a tendência é de que essa quantidade aumentará à medida que o aquecimento global torna os animais mais famintos. Segundo os cientistas, esse fato poderia levar os agricultores a usarem mais pesticidas, o que, para eles, aumentaria ainda mais danos ambientais. 
 
OVOS. As dificuldades enfrentadas pela avicultura de postura neste segundo semestre têm reduzido a diferença entre os preços do ovo branco e do vermelho. Isso porque o produto vermelho costuma ter maior valor agregado no comparativo com o ovo branco. No atual cenário de oferta elevada e baixa liquidez no mercado da proteína, avicultores consultados pelo Cepea têm sido forçados a baixar os preços pedidos pelo vermelho com o objetivo de facilitar o escoamento do produto, reduzindo, assim, a diferença para o preço do branco. 
 
CESTA BÁSICA. O preço da cesta básica, no mês de setembro, caiu em dez das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo levantamento divulgado hoje (4), Goiânia teve a maior redução (-2,31%), ficando em R$ 354,11. Em 12 meses, o conjunto de produtos registrou queda de 5,06 na capital goiana. Recife teve a segunda maior retração em setembro (-2,17%), ficando em R$ 332,75. Em São Paulo, a cesta básica ficou estável no mês passado, no valor de R$ 432,83.
 
PRODUÇÃO. Um projeto internacional está em andamento para revelar segredos genéticos da planta de floração mais estudada na história da ciência, a Arabidopsis thaliana, visando abrir caminho para o aumento da produção global de alimentos. É isso que informou a Agência Cyta, da Argentina.  De acordo com o líder do projeto, Dr. Detlef Weigel , diretor do Instituto Max-Planck de Desenvolvimento Biológico, com sede em Tubingen, na Alemanha, essa planta consegue simular outras culturas importantes como brócolis, repolho e couve-flor e possui mecanismos de partilha semelhantes com o milho, trigo e soja.
 
SECA. Um estudo também interessante, é que cientístas da Argentina, isolaram uma proteína, chamada ASR1, que tem essencialmente duas funções importantes na resposta das plantas à seca. Com isso, os cientistas acreditam estarem bem perto da chave para a sobrevivência das plantas em condições de estresse hídrico. 
 
(Texto(s): SNA/Rio, Mapa, Emater RS, Agrolink, Agência Brasil)
 

Autoria: Mauricio Picazo Galhardo

  • Link:

Comente essa notícia

Publicidade

A Agroin Comunicação não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos. Todos os direitos reservados © Copyright 2014