Publicado em 06/03/2019 17h57

Como o pesticida transgênico se degrada no solo

Em alguns solos agrícolas ocorre a adsorção

Um projeto realizado por Kimberly Parker, professora assistente de engenharia energética, ambiental e química na Escola McKelvey de Engenharia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, foi responsável pela criação de um método para rastrear um novo pesticida nos solos e começar a entender quais processos afetam sua vida útil. Esse rastreamento é necessário para entender o processo de degradação do pesticida. 

Com seu método para medir o pesticida, a equipe de pesquisa investigou em seguida o que acontece com o produto em várias amostras de solo e descobriram que as enzimas no solo podem quebrar o pesticida. Além disso, os micróbios do solo "comem" o defensivo, bem como os fragmentos que as reações enzimáticas deixam para trás. 

No entanto, em alguns solos, outro processo ocorreu, quando o pesticida se liga às partículas do solo, como minerais e detritos orgânicos. “No solo agrícola”, a pesquisadora explica, “há adsorção”, quando as moléculas aderem a uma superfície. "O pesticida gruda na partícula do solo", diz ela. 

“Descobrimos que as partículas do solo podem realmente ter um efeito protetor sobre o pesticida, diminuindo a taxa de degradação dos mesmos. Atualmente, nossa hipótese de trabalho é que, em solo mais fino, há mais partículas disponíveis para adsorção”, completa. 

As enzimas e micróbios têm mais dificuldade em decompor os pesticidas que se ligam ao solo, mas o grau em que o solo protege o pesticida variou entre as amostras testadas. Quanto mais partículas de solo, mais superfícies para o pesticida aderir, aumentando esse efeito protetor. 

“Agora que identificamos os principais processos que controlam a degradação de pesticidas nos solos, vamos investigar em detalhes as variáveis que controlam esses processos para permitir uma avaliação precisa do risco ecológico de pesticidas de RNA de cadeia dupla. Isso nos permitirá entender se esses novos pesticidas representam ou não um risco para os ecossistemas", conclui. 

Autoria: Leonardo Gottems | Agrolink

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