Publicado em 06/03/2019 18h07

Organizações da soja se unem para combater nematoides

Projeto visa aumentar o lucro dos agricultores

O North Central Soybean Research Program e o United Soybean Board, dos Estados Unidos, uniram forças em um Plano Estratégico Nacional para o Combate do Nematoide da Soja. Nesse cenário, as organizações de verificação de soja estão trabalhando com universidades públicas e empresas agrícolas para coordenar e apoiar projetos complementares para desenvolver soluções de curto e longo prazo para o controle de nematoides parasitas. 

O plano estratégico engloba pesquisa, educação e esforços de divulgação com o objetivo final de maximizar a lucratividade do agricultor em face ao aumento das ameaças de nematoides. Para isso, existem seis objetivos principais, que são o desenvolvimento de ferramentas, recursos e dados genômicos e genéticos de nematoides, descobrir, alavancar e melhorar a resistência nematoide nativo na soja e usar ferramentas moleculares para gerar a resistência a nematoides. 

Além disso, eles planejam avaliar os impactos das novas práticas de gestão na dinâmica da população de nematoides, realizar pesquisas de nematódeos para melhorar o diagnóstico e o impacto econômico e fomentar a educação e pesquisas sobre o fato. "Os nematoides são inimigos incrivelmente complexos, e precisamos encontrar novas soluções para os produtores de soja e proteger as atuais ferramentas de gestão", diz Melissa Mitchum, nematologista da Universidade de Missouri e uma das autoras do plano estratégico. 

Mitchum cita o nematoide de cisto de soja (SCN) como um exemplo do motivo pelo qual os agricultores precisam de novas soluções. "Nós gerenciamos a SCN por mais de 20 anos usando basicamente uma ferramenta: variedades resistentes a SCN. Infelizmente, 95% das variedades resistentes a SCN têm a mesma fonte genética de resistência da PI 88788", explica ela. "Com efeito, ao longo de duas décadas selecionamos populações de SCN mais agressivas que podem superar nossa principal ferramenta de gerenciamento. Mas os agricultores podem não estar cientes disso”, completa. 

Autoria: Leonardo Gottems | Agrolink

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