Publicado em 13/02/2020 17h02

Agências da ONU lutam para combater gafanhotos na África

A infestação no Quênia é a pior em 70 anos

Com a estação chuvosa se aproximando rapidamente, países da África estão correndo contra o tempo para enfrentar uma invasão de gafanhotos do deserto em meio a desafios humanitários em curso, alertaram as Nações Unidas.  A infestação no Quênia é a pior em 70 anos, enquanto a Somália e a Etiópia estão enfrentando seus piores surtos em 25 anos, colocando em risco a produção agrícola, a segurança alimentar e milhões de vidas. 

Enxames atravessaram Uganda da noite para o dia, e a Tanzânia e o Sudão do Sul estão agora "na lista de observação", informou a principal autoridade humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nesta região, onde há tanto sofrimento, tanta vulnerabilidade e fragilidade, simplesmente não podemos permitir outro grande choque. E é por isso que precisamos agir rapidamente ”, disse Mark Lowcock aos embaixadores, durante um briefing na sede da ONU. 

“Temos a chance de resolver esse problema pela raiz, mas não é isso que estamos fazendo no momento. Estamos ficando sem tempo”, completa. 

Gafanhotos são a praga migratória mais antiga e destrutiva do mundo. Um enxame médio, que contém até 40 milhões de insetos, pode viajar até 150 km em um único dia e devorar comida suficiente para alimentar 34 milhões de pessoas nesse período. A atual infestação está ameaçando a segurança alimentar no Quênia, de acordo com o embaixador da ONU no país, Lazarus O. Amayo.  

"É também um desafio para as pastagens, especialmente nossas comunidades que mantêm gado. Os pastores terão um desafio real de pastagem, e isso também pode causar movimento de um lugar para outro em busca de pastagem, com risco inerente de conflito comunitário", acrescentou. 

Autoria: Leonardo Gottems | Agrolink

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