O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago (CBOT) registrou na segunda-feira (27.04) baixa de 3,25 pontos no contrato de Maio/20, fechando em US$ 8,29 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com desvalorizações entre 1,25 e 3,25 pontos.
Os principais contratos futuros abriram a semana com perdas no mercado norte-americano da oleaginosa, com expectativa de maior oferta. Os fatores de pressão reaparecem com o início do plantio da safra 2020/21 projetando um aumento da área semeada. Além disso, as condições de clima para o Corn Belt (principal região produtora dos Estados Unidos) são previstas como favoráveis até o momento.
De acordo com a ARC Mercosul, o mercado agrícola internacional reiniciou mais uma semana sob pessimismo: “São três os pontos de pressão que as cotações internacionais de soja e milho veem sofrendo nestes últimos dias. No primeiro deles, a demanda deteriorada no mercado doméstico e de exportação nos Estados Unidos tem impedido qualquer tentativa de alta em Chicago. Em segundo lugar vem o câmbio brasileiro, que nos atuais patamares permite ao exportador no Brasil colocar nosso grão a preços competitivos para o comprador internacional e, ao mesmo tempo, remunerar com preços mais altos ao produtor rural que possui soja disponível”.
“O último fator se torna o avanço da safra estadunidense, que vem acelerada em meio as condições ideais de plantio. Nos EUA já foram semeados 27% do milho e 8% da soja, contra as médias de 20% e 4% respectivamente. A ARC alerta que enquanto estes três pontos se tornarem presentes, os preços internacionais da soja e milho terão sérias dificuldades de manter qualquer alta momentânea”, completam os analistas da ARC Mercosul.