Custo de residuais é menor que prejuízo de não aplicar
Publicado em 28/04/2020 10h39

Custo de residuais é menor que prejuízo de não aplicar

Em tempos como esses, de incertezas, prevalece a necessidade de ser ainda mais eficiente
Por: Leonardo Gottems | Agrolink

Juan Caporicci, gerente de herbicidas da FMC Argentina, defende que é um erro não analisar detalhadamente a relação custo/benefício que o uso de herbicidas residuais oferece ao formular a estratégia agronômica. “Frequentemente, apenas o valor da aplicação de uma certa quantidade de litros por hectare é avaliado, mas é preciso pensar na perda que se pode evitar em água e nutrientes roubados pela planta daninha que afetam o desempenho da cultura”, explica.

Para o especialista essa é uma avaliação que se torna ainda mais relevante em um contexto econômico e climático difícil como o atual, nas quais muitos produtores pensam em reduzir o uso de insumos e tecnologia. Segundo ele, que também é engenheiro agrônomo, é em tempos como esses que prevalece a necessidade de ser ainda mais eficiente.

“As incertezas atuais não escondem o fato de que as daninhas invasoras, seja qual for a economia, aparecerão: e temos que combatê-las. É preciso ter cuidado: não fazer nada sempre é muito pior”, defende Caporicci em reportagem publicada pelo Portal Agropages.

Em relação aos tratamentos químicos, a aplicação de herbicidas residuais é uma das principais armas para que essas espécies invasoras não ocupem tanto território. Caporicci sugere o uso de inibidores da ALS. O momento ideal de uso é logo após a colheita da soja estar concluída e geralmente é combinada com outros herbicidas, como o glifosato ou 2,4-D. 

“Sendo ação residual, a ideia é que ela alcance bem o solo. Se houver ervas daninhas, é importante ter em mente que isso pode afetar a eficácia e a residualidade do tratamento, pois a dose recomendada não chega ao solo”, diz o engenheiro agrônomo.