Soja brasileira segue em alta com Dólar supervalorizado
Publicado em 11/05/2020 12h41

Soja brasileira segue em alta com Dólar supervalorizado

Os prêmios sustentados também garantiram este novo patamar recorde nos preços
Por: Leonardo Gottems | Agrolink

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (08.05) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo 0,70% nos portos, para R$ 111,42/saca (contra R$ 110,64/saca do dia anterior). Com isto o ganho acumulado nos portos neste mês ficou em 7,57%.

Segundo a Consultoria ARC Mercosul, o Dólar forte e os prêmios sustentados garantiram este novo patamar recorde nos preços de soja no Brasil: “Brasil embarcou na última semana um total de 2,97 milhões de tons de soja. Compromissos totais somam 45,58 milhões de toneladas, +44,5% frente a 2019”.

“O Dólar voltou a subir forte na semana, renovando patamar recorde frente ao Real, operando acima dos R$5,80 na quinta e fechando a semana cotado a R$5,73. Redução da taxa SELIC brasileira foi maior do que as expectativas do mercado, passando de 3,75 para 3,00% ao ano, elevando a pressão sobre o Real. Política segue instável no Brasil, mas semana foi de maior alinhamento do Governo Federal com os demais poderes”, acrescentou a ARC Mercosul.

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, no Mato Grosso do Sul a soja e o milho superam safra passada em volume de comercialização e preço, acumulando um recorde de 11,3 milhões de toneladas (84,44% comercializada). No Mato Grosso foram negociadas 800 mil toneladas entre as duas safras nesta semana.

China

Ainda segundo os analistas da T&F, a China comprou 18 cargos de soja brasileira, 14 de norte-americana e dois argentinos nesta semana: “As compras da China começaram a ser mais distribuídas entre Brasil, EUA e Argentina nesta semana e há boas razões para isto: do Brasil, porque tem o menor preço final. Dos EUA, para aplacar a ira de Trump e evitar o recrudescimento da Trade War que desgastou os dois países. E da Argentina porque os preços também estão atraentes”.