A União Europeia está buscando reativar as negociações comerciais com os EUA para ajudar a encerrar as disputas comerciais entre os dois lados. A UE propõe uma agenda conjunta que abrange desde subsídios a aeronaves e outras tarifas relacionadas a alimentação até reservas compartilhadas de suprimentos médicos.
O comissário de Comércio da UE, Phil Hogan, disse ao representante de comércio dos EUA Robert Lighthizer que há margem para chegar a um acordo. Antes do COVID-19, Hogan estava otimista de que poderia ser alcançado um “mini acordo” com Washington que abordasse as queixas do presidente Donald Trump sobre as barreiras comerciais da UE enfrentadas pelas exportações dos EUA, especialmente as exportações agrícolas para a UE.
Algumas das ideias que Bruxelas examinou incluem a redução de tarifas sobre as importações de automóveis, vindas dos dois lados, agilizando seus processos de aprovação regulatória lento para carnes e frutas.
Uma das maiores barreiras para potencialmente ver mais exportações agrícolas dos EUA para a UE é uma batalha de dez anos por subsídios de aeronaves entre os EUA e a UE. O Financial Times diz que Hogan escreveu uma carta ao Lighthizer dizendo que "estava ficando impossível explicar por que os EUA e a UE continuam presos a um ciclo autodestrutivo de tarifas e recriminações mútuas sobre subsídios de aeronaves".
No ano de 2019, a União Europeia anunciou retaliações pela decisão de impor tarifas a uma série de exportações do bloco, incluindo queijos e vinhos. Já o governo dos EUA aproveitou a chance dada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para taxar, por um ano, até US$ 7,5 bilhões em exportações europeias devido a subsídios ilegais concedidos pelo bloco à fabricante de aviões Airbus.