Uma empresa fundada por dois pesquisadores da North Carolina State University (EUA) tem como objetivo revolucionar a indústria florestal, combinando o conhecimento da genética florestal com o poder da edição de genes. De acordo com Rodolphe Barrangou e Jack Wang, fundadores da TreeCo, o setor florestal, ao contrário da agricultura, demora para adotar novas tecnologias, a exemplo dos organismos geneticamente modificados (OGMs).
No entanto, como os agricultores, os silvicultores enfrentam pragas invasoras, tempestades cada vez mais severas e mudanças nos padrões climáticos. "Acreditamos que os desafios que temos pela frente, e que estão aqui hoje, justificam o uso de tecnologias disruptivas, como a edição de genoma, para acelerar o aprimoramento das características das árvores que são benéficas ao meio ambiente e têm valor comercial. Vamos combinar nossa experiência em genética de árvores e tecnologias de edição de genoma para democratizar essa tecnologia para a silvicultura”, diz Barrangou.
"Identificamos vários alvos genéticos únicos que podem conferir melhorias significativas nas características de resistência ao estresse ou para uma melhor conversão de madeira em uma fibra ou produto químico específico", comenta Wang.
No entanto, ele afirma que não existia uma via viável para modificar esses genes que permita a melhoria das características, particularmente para aplicações comerciais ou conservação do ecossistema. “Mas as novas tecnologias de edição de genoma farão da silvicultura uma indústria eficiente e robusta, capaz de atender às necessidades da sociedade”, completa.
A TreeCo conduziu uma análise econômica e descobriu que suas árvores melhoradas para fins de produção de celulose economizariam US$ 27 por tonelada de papel pelas fábricas. Em outras palavras, suas árvores com características aprimoradas reduziriam o custo de produção de uma tonelada de papel de US$ 414 por tonelada para US$ 387 por tonelada de papel, reduzindo os gargalos que consomem muita energia.