A produtividade da carcaça por rebanho brasileiro teve um aumento de 80% na última década, devido à adoção de tecnologias desenvolvidas voltadas à genética animal, controle de pragas e doenças e melhoria das pastagens. Foi isso que afirmou o Centro de Inteligência da Carne (CiCarne), que fez um levantamento sobre o assunto.
“Em 1998 foram produzidos 20,8 kg de carcaça em média para cada animal do rebanho, enquanto que em 2018 foram 37,4 kg – um aumento de 80%, um bom indicativo do rendimento do rebanho na produção de carne bovina e do retorno do investimento dos produtores no aumento de sua eficiência. Vale observar que a produtividade por rebanho cresceu em todos os anos entre 1998 e 2007, com oscilações nos nove anos seguintes e elevação a partir de 2016”, indicou o relatório do CiCarne.
Nesse mesmo cenário, a média de peso da carcaça bovina em 1998 por animal abatido era de 227,9 kg e atualmente é de 249,3 kg, o que representa um aumento de 21,4 kg (9,4%) por animal abatido. “Nesse caso, o aumento do peso das carcaças foi crescente ao longo do período”, completa.
Em relação ao futuro, os analistas do Centro se mantêm otimistas, já que o aumento significativo veio por influência das principais tecnologias que foram empregadas ao longo dos anos na pecuária brasileira. “É importante destacar que essas tecnologias já estão incorporadas no sistema produtivo, assim como a busca pela melhoria contínua. Dessa forma, mesmo em um momento difícil como o atual, em razão da pandemia causada pela Covid-19, a pecuária tende a manter e aprimorar seu desempenho, o que oferece uma expectativa de boas notícias nos próximos anos”, conclui o relatório.