Publicado em 19/11/2020 20h27

Balança comercial do agronegócio tem superávit recorde de US$ 75,5 bi, diz CNA

Receita com exportação foi de US$ 85,8 bilhões, alta de 5,7% em comparação com igual período de 2019

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Navio é carregado no Porto de Paranaguá (Foto: Nájia Furlan/Portos do Paraná)

A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou superávit recorde no acumulado de janeiro a outubro deste ano, com saldo de US$ 75,5 bilhões. A receita com exportação foi de US$ 85,8 bilhões, alta de 5,7% em comparação com igual período de 2019, informa a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O volume exportado foi de 189,4 milhões de toneladas nos dez primeiros meses do ano, aumento de 12,4%.

Os produtos mais vendidos no período foram soja em grãos (US$ 28 bilhões), carne bovina in natura (US$ 6,1 bilhões), açúcar de cana em bruto (US$ 6 bilhões), celulose (US$ 5 bilhões) e farelo de soja (US$ 5 bilhões). Estes produtos representaram 58,3% da pauta exportadora do agro brasileiro nos dez primeiros meses.

A China continua como o principal destino das vendas externas, com participação de 35,8%. União Europeia (16,2%), Estados Unidos (6,5%), Japão (2,4%) e Coreia do Sul (2,1%) completam o ranking dos cinco principais mercados no período de janeiro a outubro.

As exportações em outubro passado tiveram queda de 6,2% em relação ao mesmo mês em 2019, totalizando uma receita de US$ 8,2 bilhões e superávit de US$ 7 bilhões. O total embarcado foi de 18,1 milhões de toneladas, redução de 3,2%. O açúcar de cana em bruto foi o produto mais exportado (US$ 1,1 bilhão em valores) e a China também foi o principal comprador dos produtos do agronegócio (26,5% do total).

 

Os lácteos foram destaque entre os produtos analisados dentro do Projeto Agro BR, desenvolvido em parceria com a Apex Brasil para promover pequenos e médios produtores ao comércio internacional. As exportações em outubro de 2020 somaram US$ 8,5 milhões, 87,5% a mais do que no mesmo período do ano passado, principalmente pelo crescimento de vendas do leite modificado e do leite condensado.

No acumulado de janeiro a outubro, o aumento nas vendas foi de 30% em receita (US$ 61,6 milhões) e 30,6% em volume (26,8 mil toneladas), puxado pelas exportações de leite modificado, leite em pó e creme de leite.

Autoria: Estadão Conteúdo

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