A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou na semana passada parecer favorável para os Estados integrantes do Grupo 1 do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa) seguirem para serem livres de febre aftosa sem vacinação em maio de 2021.
São eles: Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, 13 municípios da Região Sul do Amazonas (Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini, Guajará, Envira, Eirunepé, Ipixuna, Itamarati e parte de Tapauá) e de 5 cidades do Mato Grosso ( Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína).
Segundo o Mapa mais municípios mato-grossenses podem se tornar zonas livres da aftosa, o que representa um avanço para centenas de pecuaristas que mantém há anos rígidos padrões de qualidade na criação de gado. O Estado não tem casos da doença há 3 anos.
O Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) acredita que a chancela vai elevar o padrão de saúde animal do Estado com as ações de defesa agropecuária. “O Estado tendo alguns municípios como área livre para febre aftosa sem vacinação é o que nós chamamos de estar no topo da condição sanitária. É um anúncio que o Estado faz para o mundo de que as condições sanitárias do nosso rebanho estão compatíveis com a melhor qualidade que se exige”, destaca o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, Heitor Medeiros.
Para o pecuarista e presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa), da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Antônio Carlos Carvalho, o reconhecimento vai impulsionar as exportações da proteína animal. “Você tendo uma área livre de aftosa sem vacinação nós conseguimos agregar naqueles mercados que exigem essa condição”, diz.
Em 2020 Mato Grosso liderou a produção de carne com um volume de 644,78 mil toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rebanho bovino do Estado é de 31,7 milhões de cabeças, cerca de 15% do país.