O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) interditou três fazendas suinícolas nos departamentos de Santa María e Capital, na Província de Córdoba e vai enviar cerca de cento e cinquenta animais para abate controlado. O objetivo é evitar a disseminação da triquinose.
Após uma investigação sanitária em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária de Córdoba foi concluído que as salsichas consumidas pelos consumidores infectados haviam sido feitas com carne desses estabelecimentos.
Os suínos abatidos com resultado positivo para a doença serão descartados, enquanto os animais negativos poderão ser comercializados. Os porcos parasitados não apresentam sinais clínicos e a sua carne não apresenta alterações na aparência, cor, cheiro ou sabor, isso porque a triquinose não pode ser vista a olho nu no campo ou em produtos alimentares derivados.
Não existem vacinas ou tratamentos para os animais vivos. As medidas de prevenção consistem principalmente na manutenção da higiene durante a criação dos suínos e na realização de um teste diagnóstico após o abate e antes da preparação e consumo de embutidos.
O Senasa recomenda ao consumidor que não compre produtos suínos ou derivados de carne de animais silvestres (principalmente javalis) que não possuam rótulo que ateste sua origem, pois não é possível saber se foram submetidos ao teste em um laboratório.
A triquinose é uma infecção parasitária causada pelo parasita Trichinella spiralis. Caso a pessoa consuma carnes cruas ou mal cozidas de animais contaminados, pode ser infectado pela larva desse parasita que pode dirigir-se para vários locais do corpo e causar sintomas diversos, como dor muscular, diarreia ou cansaço excessivo, por exemplo.