O ritmo de negócios foi lento na B3 no encerramento da semana passada, em especulações sobre o ritmo de colheita na safrinha, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Apesar dos principais vencimentos terem fechado em baixa, na análise semana houve alta, o que reflete os relatórios de órgãos estaduais, que em sua maioria, projetam uma safrinha com poucos avanços e pioras em relação à qualidade das lavouras, como é o caso do Deral (Paraná) e Famasul (Mato Grosso do Sul)”, comenta.
“Desta forma, os fechamentos do dia apresentaram os seguintes preços: julho a R$ 95,24 (-0,48%); setembro a R$ 97,17 (-0,44%); novembro a R$ 98,20 (-0,28%) e janeiro a R$ 100,15 (+0,15%). Com relação à última semana, os contratos acumularam altas de 1,41% para o julho/21, de 2,09% para o setembro/21, de 2,24% para o novembro/21 e de 1,99% para o janeiro/22”, completa.
Já a Bolsa de Chicago registrou surpresa nas vendas líquidas dos Estados Unidos, com exportações acima de 2,1 milhões de toneladas. “Os atrasos nos dados de vendas líquidas dos EUA definiram o pano de fundo para o dia, mas os futuros do milho já estavam firmes antes de o USDA revelar as vendas da safra anterior melhores do que o esperado para a semana”, indica.
“No fechamento, a maioria dos contratos registrou ganhos de dois dígitos em meio a um dólar americano ligeiramente mais fraco, trigo mais firme e futuros de soja marcadamente mais fortes. Julho ficou marginalmente atrasado, postando um ganho relativamente modesto de $ 0,16/bu para chegar a $ 6,78/bu, enquanto setembro - em comum com outros novos contratos de safra - somou mais de $ 0,20/bu para chegar a $ 6,03/bu e voltou a subir acima do nível de $ 6/bu”, conclui.