A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que as contas de luz ficarão 20% mais caras. Isso porque será feito um reajuste nas bandeiras tarifárias neste ano para cobrir um rombo de R$ 1,5 bilhão. A bandeira vermelha 2 que é a mais alta e está em vigor atualmente, passa de R$ 6,243 pelo consumo de 100 kw/hora para para R$ 7,571. A intenção do governo é manter esta bandeira pelo menos até novembro.
Segundo o governo o país vive a pior estiagem dos últimos 91 anos, especialmente na Bacia Hidrográfica do Paraná, em alerta hídrico. Pela falta de água para geração de energia hidrelétrica são acionadas as termelétricas, mais caras.
"O número que o Ministério de Minas e Energia tem usado publicamente é que vamos ter um custo adicional de R$ 9 bilhões [de janeiro a novembro de 2021], até abril já se gastou R$ 4 bilhões adicionalmente. Isso vai ter impacto adicional na tarifa de 5% [em 2022]", disse André Pepitone, diretor-geral da Aneel.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a chegada do inverno, no próximo dia 21 de junho, não deve amenizar a situação. A persistência das chuvas abaixo da média sobre os estados que compõe a bacia do rio Paraná (Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná) tem contribuído para a diminuição dos níveis dos principais reservatórios da região. Os meses de outubro a março, que correspondem aos meses mais chuvosos da região, estão apresentando volumes de chuvas abaixo da climatologia desde o ano de 2018.
Neste ano, a situação de escassez de chuvas região foi mais extrema em relação aos anos de 2018 e 2019, principalmente nos dois últimos meses (abril e maio). De acordo com modelo global de previsão climática do INPE, existem grandes chances de as chuvas permanecerem abaixo da média nos próximos meses. No entanto, destaca-se que a maior parte da bacia do rio Paraná encontra-se no início da estação com menor volume de chuvas (estação seca).