As cotações do milho no mercado futuro de São Paulo voltaram a cair, nesta terça-feira, pressionadas pelo forte recuo de 20 pontos em Chicago, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. Os preços foram influenciados também pelos anúncios (vide Line-Up acima) da programação de envio de um volume significativo de milho importado da Argentina para os portos brasileiros.
“A estimativa é que sejam contratadas cerca de 750 mil tons naquele país. Além destes, os Estados Unidos se preparam para fornecer milho transgênico ao Brasil, conforme autorização do governo brasileiro na semana passada. Com isto, a cotação de julho 21 recuou R4 2,52 para R$ 80,68; a de setembro recuou R$ 3,12/saca para R$ 80,78 e a de novembro recuou também R$ 3,12 para R$ 82,38, seus níveis mais baixos desde fevereiro último”, comenta.
Em Chicago, novos contratos de safra deslizam no clima e no plantio. “Preços disponíveis em alta mantiveram a contratação de julho, gerando preocupação com a oferta disponível. Por outro lado, as perspectivas climáticas favoráveis pressionam as posições futuras. As chuvas teriam beneficiado as colheitas e as previsões trariam novas chuvas em estágios chave de desenvolvimento”, completa.
“Com os pensamentos voltando-se do clima no Meio-Oeste dos EUA para os próximos estoques e relatórios de área plantada no final do mês, as expectativas de um aumento na área plantada atingiram novamente os futuros de milho. Julho mais uma vez conseguiu se manter firme, mesmo apresentando ganhos modestos, as fortes quedas registradas nos contratos de setembro de 2021 a dezembro de 2022 reabriram a estrutura inversa na frente da curva”, conclui.