O mercado da soja no estado do Rio Grande do Sul está respondendo de forma muito volátil dia após dia, ora os preços se valorizam, ora são cotados abaixo dos valores anteriores, conforme informa a TF Consultoria Agroeconômica. “As quedas, no entanto, não alcançaram todas as formas de mercadoria, por outro lado, os preços de pedra novamente voltaram aos valores de segunda-feira, se valorizando em R$2,00/saca e indo a R$149,00. Uma explicação plausível para essas variações aparentemente sem fundamento é o excesso de liquidez no mercado; esse dinheiro se move entre os ativos, o que gera rápidas altas e baixas nas mercadorias”, comenta.
Em Santa Catarina, a diferença entre vendedor e comprador ainda é de R$ 3,00/saca. “A maioria dos produtores pede valores de R$170,00/saca, mas as ofertas mais altas para hoje chegaram apenas a R$167,00 e não se moveram disso, ocasionando um claro resultado: ausência do produtor ou em outras palavras, falta de oferta. Ademais, algo que passou a simbolizar um possível problema é a previsão climática para a região, segundo corretores, espera-se um longo período de tempo seco e não se sabe exatamente o quanto isso pode impactar as culturas de inverno”, completa.
Apenas negócios pontuais no Paraná, com produtores na defensiva. “Outro dia com aspectos semelhantes, alta volatilidade, mas sem mudanças reais nas médias de valor. As vendas também não foram bem, ao todo não chegaram a 1.000 toneladas, o que foi registrado e passado por nossos contatos esteve entre 300 e 500 toneladas. A esses preços o produtor notavelmente permanece na defensiva, pois observa a tendência de valorização da mercadoria”, conclui a consultoria.