Os compradores de milho no Rio Grande do Sul têm se virado como podem, em um mercado onde as indicações não param de crescer, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômicas. “Hoje, novamente, dentre as corretoras houve fechamento de muitos substitutos ao milho, como trigo fraco e aveia. Em negócios pontuais, rumores de pequenos lotes de milho a até R$ 98,00, mas nada realmente confirmado. Assim, o mercado segue muito pontual”, comenta.
O Oeste de Santa Catarina apresenta negócios a R$ 98,00 a saca, com o milho argentino seria competitivo. “Os compradores saíram à mercado hoje em Santa Catarina, aceitando as perdas em relação ao mercado, que se encontra sob pressão diante dos primeiros rendimentos da safrinha. No CIF Videira, indicações permaneceram em R$ 98,00 a saca, e no FOB Ituporanga, a R$ 97,00. Na referência junho, indicações a R$ 100,00 + ICMS no oeste do Estado”, completa a consultoria.
Negócios lentos e lotes de venda a não menos do que R$ 95,00 foram vistos no Paraná. “Na disputa de quem pode mais no mercado de milho, vence quem tem o melhor fluxo de caixa. Nesse caso, ao preço em que se encontram os lotes de milho e tendo em vista que a soja também lhes entregou boas margens, o produtor paranaense deve estar vencendo de goleada, para preocupação do setor de proteínas”, indica.
“Os negócios de milho têm mostrado um ritmo lento durante os últimos dias e os poucos negócios que ocorrem são acima dos R$ 95,00 a saca, como foi o caso de Guarapuava hoje, onde ocorreu um pequeno negócio – cerca de 500 toneladas – FOB a R$ 97,00. Ademais, indicações permanecem entre 92,00 a R$ 95,00, dependendo do vencimento, e as pedidas de vendedores variam no estado entre R$ 98,00 e R$ 100,00 a saca”, conclui.