Milho importado custa menos e pressiona B3
Publicado em 02/08/2021 12h43

Milho importado custa menos e pressiona B3

Em Chicago os futuros caem enquanto o milho aguarda direção
Por: Leonardo Gottems

O custo menor do milho importado acabou pressionando o preço do milho nacional, incluindo a B3, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “O último dia do mês marca o fechamento do balanço mensal de empresas, período em que há pouca liquidez e que, por isso, fundos e investidores buscam recuar em relação a ativos de alto risco – tais como commodities agrícolas – e alocar seus investimentos em ativos de menor rentabilidade, porém mais seguros – tais como ouro, títulos, dentro outros”, comenta. 

“Este movimento parece ser tão sincronizado que, como verá o leitor nas próximas linhas, estabelece até mesmo recuos iguais a vencimentos próximos, como por exemplo: -0,7% para setembro/21 e -0,7% para novembro/21. Não é por acaso: é o chamado “fluxo do dinheiro”. Não somente por este motivo, mas também pelo olhar atento de traders aos portos, que estabelecem preços de milho importado a custos menores do que o nacional, que a bolsa de mercadorias recuou nesta sexta-feira, apresentando variações negativas entre 0,38 e 1,08 pontos percentuais nos vencimentos de milho”, completa. 

Os fechamentos diários se estabeleceram da seguinte forma: setembro/21 a R$ 99,40 (-0,7%); novembro/21 a R$ 99,70 (-0,7%); janeiro/22 a R$ 100,80 (-0,5%); março/22 a R$ 100,80 (-0,5%) e maio/22 a R$ 92,05 (-0,38%). 

Em Chicago os futuros caem enquanto o milho aguarda direção. “Tomada de lucros tornam os preços ligeiramente enfraquecidos. A evolução dos mapas de previsão climática e o desempenho da demanda externa com possível desaceleração das compras pela China são acompanhados de perto. Por outro lado, ligeira deterioração no estado das lavouras, forneceram suporte ao cereal (64% bons e excelentes vs. 65% esperados)”, conclui.