No Rio Grande do Sul, novos lotes de milho argentino chegam ao Estado a cerca de R$ 92,00 a saca, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Hoje ouvimos de correspondentes em relação a compras feitas no noroeste do Estado, na qual quatro empresas parceiras teriam feito ao menos 10 mil toneladas importadas da Argentina. Segundo relatos, o milho foi fechado há cerca de 20 dias, a um preço de US$ 245,00 por tonelada no porto do Rio Grande e a operação entrega a cada uma deste milho a níveis próximos a R$ 92,00 a saca, exatamente como viemos indicando nas nossas tabelas acima. Nas indicações do Estado de milho local, Marau a R$ 100,00; Ijuí a R$ 99,00 e Erechim a R$ 98,50”, comenta.
Em Santa Catarina, foram vistos negócios a R$ 103,00 em Campos Novos e demais pedidas entre R$ 105,00-R$ 110,00. “Em Concórdia, 500 toneladas de milho foram negociadas ao preço de R$ 102,00 mais impostos. Entre as indicações, vendedores em Xanxerê com pedidas de R$ 110,00 no diferido, e compradores indicando R$ 105,00 tanto nesta região como no oeste; negociação realizada de um lote em Papanduva – cerca de 1.000 tons - ao preço de R$ 103,00 e em Campos Novos permanecem indicações de compra de R$ 102,00”, completa.
Um ano atípico ocorre no Paraná, com quebra monstruosa e tradings não acompanhando os preços. “E aqui nem falamos da quebra gigantesca, de 14,6 para 6,1 milhões de toneladas desde as primeiras previsões de órgãos como Deral; mas sim, da falta de apetite de tradings: sem ter para onde correr, as indicações mais uma vez recuam para lotes entregues no porto e hoje se apresentaram entre R$ 72,10 até R$ 74,20, dependendo do vencimento. De fato, nenhuma chance de “embarcar” milho, diante de um mercado físico que paga, no mínimo, R$ 98,00 a saca”, conclui.