A cotação do milho para setembro no mercado futuro de São Paulo fechou o dia em queda de 1,6% e o mês em queda de 7,87%, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As ligeiras baixas do milho hoje na B3 assumem a posição financeira com que traders operam no mercado e muito do que se avalia foi que o motivo, na verdade, foi a baixa do dólar, que se desvalorizou em 0,37%, fechando o dia a R$ 5,16, porque incentiva o milho importado. Permanecem os fatores altistas e pouca coisa se alterou no mercado. O movimento de hoje pode ser, simplesmente, uma realização de lucros de quem aguarda novas notícia”, comenta.
“No mercado físico, seguem desvalorizações em todas as praças, em que o valor da saca pode ter recuo de até 7,2% em determinados casos. Nos fechamentos, setembro/21 a R$ 91,55 (-1,6%); novembro/21 a R$ 91,62 (-1,2%); janeiro/22 a R$ 94,01 (-0,83%); março/22 a R$ 94,00 (-1,16%) e maio/22 a R$ 88,35 (-1,4%)”, completa.
Ainda no milho, chuvas e melhoria da safra pressionaram as cotações em Chicago. “Os futuros do milho para setembro21 fecharam em queda de 1,76% ou 9,50 cents/bushel a $ 530,75; para julho22, mês importante para as exportações brasileiras, a cotação caiu mais 11,75 cents/bushel, fechando a $ 543,50”, indica.
“O relatório da safra do USDA indicou condições melhores do que o esperado e os preços caíram. 60% dos lotes manteriam condições boas a excelentes quando os analistas esperavam 59%. O medo de uma menor demanda de exportação nos EUA adicionou fraqueza. Antes do relatório mensal de esmagamento de grãos do USDA, os traders entrevistados esperam ver 448,8 mbu (11,39 MT) de milho usado para a produção de etanol em julho, aumento de 5,8% em relação à moagem de milho de julho de 2020”, conclui.