Milho: B3 fecha o mês em queda de 7,87%
Publicado em 01/09/2021 09h44

Milho: B3 fecha o mês em queda de 7,87%

Ainda no milho, chuvas e melhoria da safra pressionaram as cotações em Chicago
Por: Leonardo Gottems

A cotação do milho para setembro no mercado futuro de São Paulo fechou o dia em queda de 1,6% e o mês em queda de 7,87%, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As ligeiras baixas do milho hoje na B3 assumem a posição financeira com que traders operam no mercado e muito do que se avalia foi que o motivo, na verdade, foi a baixa do dólar, que se desvalorizou em 0,37%, fechando o dia a R$ 5,16, porque incentiva o milho importado.  Permanecem os fatores altistas e pouca coisa se alterou no mercado. O movimento de hoje pode ser, simplesmente, uma realização de lucros de quem aguarda novas notícia”, comenta. 

“No mercado físico, seguem desvalorizações em todas as praças, em  que o valor da saca  pode ter recuo  de até 7,2% em determinados casos.  Nos  fechamentos,  setembro/21  a  R$  91,55  (-1,6%); novembro/21  a  R$  91,62  (-1,2%);  janeiro/22  a  R$ 94,01 (-0,83%); março/22 a R$ 94,00 (-1,16%) e maio/22 a R$ 88,35 (-1,4%)”, completa. 

Ainda no milho, chuvas e melhoria da safra pressionaram as cotações em Chicago. “Os  futuros  do  milho  para  setembro21  fecharam  em queda de 1,76% ou 9,50 cents/bushel a $ 530,75; para julho22,  mês  importante  para  as  exportações brasileiras,  a  cotação  caiu  mais  11,75  cents/bushel, fechando a $ 543,50”, indica. 

“O  relatório  da  safra  do  USDA  indicou  condições melhores do que o esperado e os preços caíram. 60% dos  lotes  manteriam  condições  boas  a  excelentes quando os analistas esperavam 59%. O medo de uma menor  demanda  de  exportação  nos  EUA  adicionou fraqueza. Antes do relatório mensal de esmagamento de grãos do USDA, os traders entrevistados esperam ver 448,8 mbu  (11,39  MT)  de  milho  usado  para  a  produção  de etanol  em  julho,  aumento  de  5,8%  em  relação  à moagem de milho de julho de 2020”, conclui.