De acordo com a TF Agroeconômica, as principais notícias desta segunda-feira envolviam a isenção de PIS/Cofins para operações de importação para criadores de animais, e a alta do dólar, o que elevou as cotações do milho no mercado futuro de São Paulo. “Na medida governamental, o Governo Federal suspendeu a cobrança do tributo na importação até 31 de dezembro deste ano”, comenta.
“O objetivo é desonerar o custo de aquisição externa com foco no aumento da oferta interna buscando reduzir a pressão de preços e os custos dos criadores de animais. Com isso, a leitura de players, tanto pela conversão de moeda, quanto pela alta na paridade de exportação, é que o grão de milho passou a valer mais. Nos fechamentos, Novembro/21 cotou R$ R$ 92,88 (+2,35%); janeiro/22 a R$ 94,14 (+2,04%); março/22 a R$ 93,85 (+1,92%) e maio/22 teve alta a R$ 89,13 (+1,54%)”, completa.
Em Chicago o milho fechou em forte alta, com expectativa de redução do estoque trimestral. “O contrato de milho para dezembro21 fechou em forte alta de 2,37% ou 12,50 cents/bushel a $ 539,25; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em forte alta de de 2,32% ou 12,50 cents/bushel a $550,75. A firmeza no mercado disponível impulsionou toda a faixa de preço futura”, indica.
“O USDA informou, 517.539 toneladas de milho foram enviadas durante a semana que terminou em 23/9, contra 403k T da semana passada, mas ainda bem abaixo dos 826.995 T durante a mesma semana da temporada passada. Os embarques de milho no corrente ano comercial estão atrás do ritmo da última temporada em 60% a 1.139 milhões de toneladas”, conclui.