O mercado legal de cannabis deve movimentar cerca de US$ 824 milhões na América Latina em 2024 e, pensando nisso, muitas startups brasileiras estão investindo nesse meio. “Um dos modelos brasileiros é o do Centro de Excelência Canabinoide (CEC), que reúne clínica médica, qualificação para profissionais da saúde e pesquisa científica. Trata-se de uma estruturação única no País para a área de saúde”, informou Marcelo De Vita Grecco, co-fundador e CMO da The Green Hub, em um artigo para o NeoFeed.
Também na área da ciência é citada a Scirama, startup dedicada à inovação em psicodélicos, com o envolvimento dos neurologistas Stevens Rehen e Sidarta Ribeiro no empreendimento. “Na área financeira, o Brasil já possui fintech voltada ao mercado de cannabis. Trata-se da CannaPag Bank, startup com foco em soluções em pagamentos personalizados. Existem ainda startups voltadas à cultura da cannabis e seu beneficiamento. Um bom exemplo é a Adwa, negócio concebido na Universidade Federal de Viçosa (MG) para dar suporte ao cultivo, explorando biotecnologia e desenvolvimento de tecnologias para a cadeia de produção e processamento da planta”, completou.
“Só para ficar nos exemplos de empreendimentos que eu já citei, Kaneh Bosm Genes e Damah buscaram o mercado uruguaio. Claro que isso vale também para negócios voltados à fabricação do produto final. Nesse sentido, a The Dogons, startup nascida por aqui, com foco no desenvolvimento de produtos probióticos com infusão de canabinoides para fins terapêuticos, foi para o Canadá. Ou seja, o mercado internacional está aberto para boas ideias de iniciativas brasileiras”, conclui.