A sessão deste início de semana na bolsa de mercadorias foi de poucos volumes movimentados e fuga de capitais para outros ativos, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “No mercado físico, os preços recuam: com algum sinal de exportações – mesmo que muito abaixo daqueles vistos em anos anteriores – anima traders a entregarem leves ganhos à commodity. Em números divulgados pela Secex, revela-se que na primeira semana de novembro, o país exportou cerca de 447,1 mil toneladas de milho – bem abaixo da média diária de embarques de novembro de 2020, que foi de 236.6 mil toneladas por dia”, comenta.
“Na importação, um ritmo ainda considerado bom, e dados revelados pelo órgão apontam que o início de novembro trouxe 122,1 mil toneladas de milho, ou 58,3% daquilo registrado durante todo o mês de novembro da temporada passada (209,3 milhões). Com isto, os fechamentos dos principais vencimentos apresentaram-se da seguinte forma: novembro/21 a R$ 86,95 (-0,18%); janeiro/22 a R$ 87,20 (-0,09%); março/22 a R$ 87,38 (-0,48%) e maio/22 a R$ 83,25 (-0,42%)”, completa.
Chicago teve leve queda do milho com expectativas de aumento da produção norte-americana no WASDE. “A cotação do milho para dezembro21 fechou em leve queda de 0,18% ou 1,0 cents/bushel a $ 552,0. Já a cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em queda de 0,09% ou 0,50 cents/bushel a $ 568,25”, indica.
“O USDA anunciou uma grande venda privada de exportação de 150 mil toneladas de milho para a Colômbia esta manhã. Os dados semanais de inspeção de exportação do USDA mostraram que 563.163 T de milho foram embarcadas durante a semana que terminou em 04/11, contra as 671k da semana passada e aos 692k da mesma semana do ano passado. O México foi o principal destino da semana, com mais da metade (57%) do total. O FAS do USDA também descobriu que as exportações relatadas tardiamente levaram o total do ano comercial para 6.037 MT, cerca de 21% abaixo do ritmo da temporada passada”, conclui.