Milho: B3 anda de lado, clima e Bolsa de Chicago influenciam
Publicado em 30/11/2021 11h58

Milho: B3 anda de lado, clima e Bolsa de Chicago influenciam

Em Chicago o milho fecha em queda, puxado pelo trigo e chuvas na América do Sul
Por: Leonardo Gottems

Os contratos de milho na bolsa de mercadorias andaram de lado neste início de semana, em que pressões climáticas vindas do Brasil e o cenário internacional, principalmente no que diz respeito às notícias da nova variante do coronavírus, preocupam traders. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica. 

“Na  bolsa  de  Chicago,  para  os vencimentos  mais  próximos,  viu-se  uma desvalorização  entre  4,75  até  5,00  pontos,  em  que analistas  internacionais  avaliaram  que  as  perdas  não foram maiores porque foram provavelmente limitadas pelas  fortes  perspectivas  de  exportação  do  relatório de vendas de exportação da semana passada”, comenta. “Nos  fechamentos,  O  vencimento janeiro/22  foi  cotado  à  R$  89,34  com  elevação  de 0,49%, o março/22 valeu R$ 89,52 com alta de 0,58%, o maio/22 foi negociado por R$ 85,70 com ganho de 0,35% e o julho/22 teve valor de R$ 81,98 com perda de 0,16%”, completa. 

Em Chicago o milho fecha em queda, puxado pelo trigo e chuvas na América do Sul. “A  cotação  do  milho  para dezembro21  fechou  em  nova  alta  de  1,12%  ou  6,50 cents/bushel  a  $  586,25.  A  cotação  de julho22, importante  para  as  exportações  brasileiras,  fechou também em alta de 1,14% ou $6,75 cents/bushel a $ 597,25”, indica. 

“O relatório semanal de inspeções de  exportação  mostrou  766.063  toneladas  de  milho embarcadas  durante  a  semana  que  terminou  em 25/11,  queda  em  relação  aos  825k  T  da  semana passada  e  1.045  MT  enviados  durante  a  mesma semana  do  ano  passado.  O  México  foi  o  principal destino,  com  327.440  do  total.  O  USDA  revisou relatórios anteriores, adicionando 207.160 T para um acumulado de 8.581 MT de milho exportado até 25/11. O ritmo do ano passado foi de 10.344 MT”, conclui.