Publicado em 22/08/2022 08h14

Tecnologia blockchain contra agroquímicos ilegais

Embalagens terão código QR único e imutável codificado na rede descentralizada.
Por: Leonardo Gottems

A multinacional de agroquímicos ADAMA revelou que está lançando no mercado brasileiro um sistema de rastreamento de embalagens de agroquímicos baseado em blockchain. O objetivo é combater a falsificação e adulteração, bem como promover a rastreabilidade dos produtos.

As embalagens ADAMA vão receber um código QR único e imutável codificado na blockchain – uma rede compartilhada de registros. Este código poderá ser lido por meio de um aplicativo específico que pode ser instalado em dispositivos móveis conectados à internet, possibilitando a verificação da autenticidade e procedência do produto. 

“Para poder usufruir da checagem e procedência do produto, o agricultor precisará apenas baixar o aplicativo e se cadastrar no sistema. Com isso, todas as leituras feitas ficarão registradas no celular do produtor para sua checagem”, afirma Roberson Marczak, gerente de Inovação da ADAMA.

A ADAMA está na fase de codificação e desenvolvimento do aplicativo e da interface WEB, que estará finalizada e pronta para implementação no primeiro trimestre de 2023. Nesse momento, então, este sistema será aplicado às embalagens de dois ou três produtos-chave da ADAMA. Na terceira fase, a ADAMA avaliará a aplicação para toda a sua linha de produtos, que deve acontecer até 2025. 

Com esse sistema de rastreabilidade de embalagens via blockchain, será possível identificar o histórico dos produtos, tais como origem, destino e outros detalhes. 

“Os benefícios para o agricultor são confiança e segurança na origem da solução que estão adquirindo, ou seja, garantia contra falsificação ou adulteração do defensivo. Para a ADAMA, traz segurança contra roubo e falsificações, já que será possível rastrear o produto desde a saída da fábrica até a chegada ao usuário final”, afirma Marczak. 

A comercialização e utilização de produtos agroquímicos adulterados ou roubados é uma ameaça à lavoura e um risco à saúde humana e ao meio ambiente. A utilização de pesticidas ilegais ou falsificadas representa 20% do total de aplicações no País, de acordo com o brasileiro Sindiveg (National Union of the Plant Protection Product Industry).