Publicado em 22/09/2014 21h32

Monitoramento da Helicoverpa é tema de workshop em Dourados

Diagnóstico realizado em todo o Estado será apresentado por instituições ligadas ao agronegócio, entre elas, a Fundação MS.

Quando o assunto é Helicoverpa armigera, monitoramento é fundamental. A praga, que assustou agricultores sul-mato-grossenses por conta de seu alto poder destrutivo em culturas como soja, milho e algodão, foi alvo de estudos realizados durante a safrinha e a entressafra. Os resultados do monitoramento serão apresentados no próximo dia 25, por meio do workshop “Mapa da Helicoverpa”, no Sindicato Rural de Dourados, a partir das 9h. 
 
As palestras serão ministradas pela Fundação MS e Embrapa Agropecuária Oeste. Haverá também uma mesa de debates com instituições como Aprosoja-MS, Iagro, Fundação Chapadão e Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), que coordenou o Grupo de Trabalho denominado “Helicoverpa armigera em Mato Grosso do Sul” que,  em conjunto com as demais instituições, monitorou a praga, com o objetivo de evitar prejuízos na produção agrícola. 
 
Para que o monitoramento fosse realizado, foram criadas mais de 80 armadilhas em cerca de 30 municípios produtores de grãos no Estado, com o intuito de capturar as lagartas. “Os insetos recolhidos foram encaminhados para laboratórios credenciados, onde foi feita a identificação, para sabermos se eram Helicoverpa armigera ou não”, explica o pesquisador e diretor executivo da Fundação MS, Renato Roscoe. A identificação da praga é um dos fatores fundamentais para o seu controle, tendo em vista que a lagarta é facilmente confundida com outras espécies. 
 
A partir das coletas e dos estudos realizados, foram desenvolvidos em laboratórios da Embrapa os chamados “inimigos naturais” da Helicoverpa, e que serão utilizados para novos experimentos em lavouras. “Vamos apresentar um amplo diagnóstico do que foi verificado nas lavouras e discutir ações que devem ser tomadas pelos produtores na safra 2014/2015”, complementa Roscoe. 
 
O pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, reitera a importância do monitoramento constante das lavouras, para que o controle seja feito no momento certo, com poucas lagartas e, de preferência, pequenas. “A população deve se manter entre 2 a 4 lagartas por pano de batida na fase vegetativa e 1 lagarta por pano na fase reprodutiva. Caso isso seja observado, é recomendada a aplicação de inseticidas para o controle químico da praga”, salienta.
 
Serviço - O workshop “Mapa da Helicoverpa” será realizado no dia 25 de setembro, no Sindicato Rural de Dourados, a partir das 9h. O evento é uma realização do Sistema Famasul, Fundação MS, Embrapa, Aprosoja-MS, Sistema OCB-MS, Fundação Chapadão, Iagro, Fundems e Seprotur.

Autoria: Fundação MS

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