Na reunião os representantes dos órgãos apresentaram as demandas e números dos resultados obtidos do plano ABC no Tocantins desde o inicio da atividade em 2012, além dos ajustes considerados necessários para alavancar ainda mais o projeto no Estado, por meio da implantação de unidades de referência para transferência de tecnologia.
Segundo o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa, Alexandre Freitas, desde a implantação do plano ABC já foram capacitados mais de 70 técnicos e implantadas 36 Unidades de Referência de Tecnologia no Estado (URT’s). “O Ruraltins é peça fundamental nesse processo, porque é o multiplicador de transferência de tecnologia. Só para se ter uma ideia, a meta inicial era de implantar, nesse período, apenas sete URT’s, e chegamos ao número de 36 Unidades no Estado”, disse.
Já o presidente do Ruraltins, Pedro Dias, considerou a necessidade de se buscar mais recursos para que a política da Agricultura de Baixo Carbono seja mais fortalecida. “Temos que apresentar esses resultados aos nossos parceiros e instituições financeiras, a fim de impulsionar e difundir ainda mais essa metodologia no Estado, para que o agricultor familiar possa dar continuidade à atividade, tendo boas condições de créditos”, planeja o presidente.
Ainda de acordo com informações do presidente do Ruraltins, uma nova reunião já está agenda para acontecer no próximo dia 27/03, ás 9h na sede da Embrapa, em Palmas, com a presença dos representantes das instituições financeiras, dos deputados Zé Roberto e Paulo Mourão, além do senador Donizete Nogueira, para apresentar as demandas e ações do Plano ABC no Estado.
Pelo convênio já firmado, o Mapa disponibilizou, em 2014, recursos na ordem de R$ 146 milhões. A Embrapa desenvolve pesquisa e transfere tecnologias, já o Ruraltins presta assistência técnica e acompanhamento junto ao pequeno e médio produtor.
Segundo o chefe da divisão de fomento do Mapa, Antônio Humberto Simão, o Tocantins foi o Estado da região Norte que mais apresentou emendas ao convênio para obtenção de recursos junto ao Mapa. Pelo convênio, são realizadas pela Embrapa capacitações continuadas, visitas e acompanhamento técnico as URT’s. Nesse processo o trabalho de extensão rural é realizado pelo Ruraltins, que arca com despesas de combustível e assistência técnica.
Plano ABC
O ABC é um dos planos setoriais elaborados de acordo com o artigo 3° do Decreto n° 7.390/2010 e tem por finalidade a organização e o planejamento das ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, selecionadas com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor agropecuário assumidos pelo País.
A abrangência do Plano ABC é nacional e seu período de vigência é de 2010 a 2020, sendo previstas revisões e atualizações em períodos regulares não superiores há dois anos, para readequá-lo às demandas da sociedade, às novas tecnologias e incorporar novas ações e metas.
O objetivo geral do Plano ABC é promover a redução das emissões de GEE na agricultura, conforme preconizado na Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC) melhorando a eficiência no uso de recursos naturais, aumentando a resiliência de sistemas produtivos e de comunidades rurais e possibilitar a adaptação do setor agropecuário às mudanças climáticas.
Para o alcance dos objetivos traçados pelo Plano ABC, no período compreendido entre 2011 e 2020, estima-se que serão necessários recursos da ordem de R$ 197 bilhões, financiados com fontes orçamentárias ou por meio de linhas de crédito.