“Não é só a questão do trigo,temos uma série de insumos aumentando: óleo de soja, margarina, farinha de milho. Todos os produtos que são commodities e dependem de dólar estão aumentando. E outros fornecedores de máquinas e manutenção, todos, aumentaram em função do dólar que foi a quase R$ 3,30. Certamente, teremos um ano difícil para a panificação. Cada padaria terá que fazer a sua planilha de preços. Existe uma variação grande do que é repassado ao consumidor, porque depende de datas, estoques, concorrência”, explica Oliveira.
O aumento da energia elétrica, acumulado em mais de 60% desde o final do ano passado, também impacta o valor do pão — produzido em parte, hoje, em fornos elétricos. Os municípios atendidos pela AES Sul, na Fronteira Oeste e Centro do Estado, podem sofrer reajustes maiores nos produtos. A concessionária aplicou aumentos de 39%, enquanto a correção da RGE foi de 35% e, na área da Ceee, de 21%.
Ainda, o Sindipan lembra que o valor do combustível elevou em cerca de 20% o preço das embalagens. No ano passado, o preço dos pães havia se mantido relativamente estável.