No cronograma, estão visitas às obras do futuro porto de Vila do Conde e do terminal de Marabá, no Estado do Pará, e de locais já em funcionamento, como o porto de Ponta da Madeira, adjacente ao porto de Itaqui, e do Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM), no Estado do Maranhão.
O objetivo, segundo o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, é observar e avaliar os locais para que Mato Grosso possa projetar novas rotas de escoamentos dos grãos.
A estimativa é que a finalização dos portos do Norte diminuam os gastos com logística que os produtores têm hoje no Estado e acabam corroendo a renda do setor.
“Com essa alternativa de escoamento da produção pelos portos do chamado Arco Norte, nós calculamos uma redução de custo na faixa de 34% nos próximos cinco anos, via corredor da BR-163 sentido Miritituba (Pará). Considerando o corredor de escoamento da BR-158, para o porto de Itaqui, a redução seria na faixa de 17%”, avalia.
Mato Grosso utiliza atualmente cerca de 8,9 milhões de hectares para produção de soja, milho e algodão, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
A perspectiva é que áreas utilizadas para pastagem migrem para a agricultura. Assim, a área de produção de grãos chegaria a 13 milhões de hectares e, bem como ela, o escoamento desses grãos também aumentaria, ampliando a necessidade de novas rotas e de redução no custo do frete, por exemplo.