Apesar de os produtos já terem sido substituídos, o chefe da Secretaria de Agricultura em Londrina, Antonio Carlos Barreto, garante que o governo se mobilizou para desbaratar um possível esquema de falsificação.
Os agroquímicos haviam sido comprados via licitações públicas. De acordo com o chefe adjunto de Administração Embrapa Londrina, Fábio Álvares de Oliveira, o processo de aquisição de um lote de inseticidas para a estação de pesquisa da instituição obedeceu os trâmites determinados pela Lei, e que as empresas eram fornecedoras habituais.
“O produto ficou armazenado no almoxarifado e durante o período de safra, ao ser utilizado pelas equipes técnicas, a gente começou a receber reclamação dos técnicos”, conta Oliveira. Os pesquisadores chegaram a pensar que o percevejo tivesse desenvolvido resistência ao produto, até que comprovaram que as aplicações não fizeram nenhum efeito na lavoura experimental.
“São modificações muito sutis feitas no rótulo da embalagem, um leigo não conseguiria identificar a menos que tivesse dois produtos, o verdadeiro ou o falsificado para identificar”, explicou o chefe da Embrapa. Apesar de responderem a investigações, as empresas não estão proibidas de participar em licitações.