MT: Expansão condicionada à hidrovia
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Publicado em 02/04/2015 09h59

MT: Expansão condicionada à hidrovia

A nova fronteira do desenvolvimento de Mato Grosso, como pode ser considerada a região sudoeste do Estado, tem como demanda imprescindível o início da navegação pela hidrovia Paraguai-Paraná a partir de Cáceres para a expansão do desenvolvimento da região.
Por: Diário de Cuiabá

Pelo menos é essa a perspectiva extraída do II Encontro da Soja e do Milho na região Sudoeste de Mato Grosso, realizado ontem, em Cáceres (250 quilômetros de Cuiabá).

“Fiquei impressionado, visitando a lavoura, com a qualidade da soja e com a produtividade dela aqui em Cáceres. Esta é uma região próspera, além da pecuária historicamente praticada aqui, estão abertos os caminhos para a produção agrícola”, apontou o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado.

O presidente demonstrou que, quando instalada a estação de transbordo no porto de Santo Antônio das Lendas, no rio Paraguai, fazendo a integração da região com a hidrovia e o Oceano Atlântico, as perspectivas de crescimento da produção passam dos atuais 16 milhões de toneladas de grãos/ano, num raio de 400 quilômetros, para 42 milhões de toneladas. Sem contar que o potencial de área de pastagem passível de conversão em agricultura que pode agregar mais 5 milhões de hectares.

“A região tem um alto potencial produtivo e de escoamento. Temos todas as condições para que o progresso se instale de vez. Quando se fala em expansão, não se trata apenas de Cáceres, mas atinge muitos municípios da região. A partir de Santo Antônio das Lendas, 400 quilômetros adentro do Estado, onde hoje já se produzem 16 milhões de grãos, existe uma perspectiva duas vezes e meia maior, que pode ser escoada pelo sudoeste do Estado, por meio da hidrovia do rio Paraguai”, destacou Prado.A instalação do porto em Santo Antônio das Lendas, de onde podem sair barcaças com a produção, é considerada uma das mais viáveis saídas para os gargalos logísticos de Mato Grosso, inclusive com o retorno mais rápido. Conforme o estudo Centro-Oeste Competitivo, produzido pela empresa Macrologística, o investimento feito para instalação do porto tem o retorno em um ano. “Cáceres está numa região estratégica de logística. O que falta agora é a determinação do Estado brasileiro para a finalização da rodovia BR-174 até o porto e a construção da estação propriamente dita”, acrescentou o presidente da Famato.

O vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, presente na abertura do evento, assegurou que o investimento em infraestrutura na região é um compromisso de governo. Depois de assegurar a finalização de rodovias no entorno de Cáceres e de garantir a viabilização do porto de Santo Antônio das Lendas, conclamou os membros da bancada federal por Mato Grosso a buscar emendas para concretizar a BR-174 até o porto.

“Não temos dúvida nenhuma sobre as potencialidades da integração lavoura-pecuária e que essa região é a nova fronteira do desenvolvimento de Mato Grosso. A integração, de forma sustentável, preservando o meio ambiente, cuidando do nosso Pantanal, a industrialização, a verticalização são sonhos antigos, mas estamos trabalhando desde o início do governo para implantar de fato a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres”, disse Fávaro.