
A viticultura brasileira atingiu um marco expressivo no cenário internacional ao conquistar dez premiações de alto nível na 34ª edição do Mondial des Vins Extrêmes, evento realizado em Châtillon, no Vale de Aosta, Itália. A delegação nacional, articulada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), retornou ao país com dois prêmios especiais, uma Grande Medalha de Ouro e sete Medalhas de Ouro.
O concurso reuniu 1.175 amostras elaboradas por 432 vinícolas oriundas de 22 países. A comissão de avaliação, formada por 55 degustadores técnicos de diversas nacionalidades, distribuiu apenas quatro Grandes Medalhas de Ouro em todo o certame, destacando a seletividade das análises às cegas.
Destaque: O rótulo Zanotto Troppo Maturo 2020, da Vinícola Campestre, garantiu uma das quatro Grandes Medalhas de Ouro concedidas no evento global.
Organizado pelo Centro de Pesquisa, Estudo e Valorização da Viticultura de Montanha (CERVIM), o certame avalia exclusivamente rótulos da chamada viticultura heroica. Essa modalidade engloba vinhedos instalados em áreas de grande inclinação, altitudes elevadas, terraços ou terrenos com severos desafios operacionais de manejo e colheita.
Entre os principais destaques da participação brasileira figura o Zanotto Troppo Maturo 2020, elaborado pela Vinícola Campestre, que arrematou a Grande Medalha de Ouro e o Prêmio Excelência CERVIM 2026. A Cooperativa Vinícola Aurora, sediada em Bento Gonçalves (RS), completou o rol de distinções máximas ao receber o Prêmio Especial CERVIM 2026.
A representatividade do país ocorreu também nas bancadas de julgamento. Os enólogos Christian Bernardi e André Gasperin, diretores da ABE, integraram o júri internacional de degustadores. A presença de técnicos brasileiros nas mesas de avaliação fortalece o intercâmbio de conhecimento e alinha o setor produtivo nacional aos parâmetros globais de qualidade.
Destaque: A Cooperativa Vinícola Aurora conquistou o Prêmio Especial CERVIM 2026, consolidando a projeção da serra gaúcha no exterior.
As medalhas de ouro foram concedidas a rótulos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A lista inclui o Aurora Reserva Merlot 2023, o Castellamare Montepulciano 2025 (Cooperativa Vinícola São João), além dos catarinenses Leone di Venezia Sangiovese 2023, Leone di Venezia Mastino Montepulciano 2022, Quinta da Neve Malbec 2022, Quinta da Neve Pinot Noir Cuvée de Safras 2023 e Vivalti Touriga Nacional 2022.
A consolidação de marcas brasileiras em concursos focados em viticultura de montanha valida o investimento contínuo dos produtores da Região Sul em tecnologia agrícola, manejo de canópia e adequação de vinhedos a encostas e altitudes elevadas.
O desempenho no Vale de Aosta impulsiona a imagem da produção nacional em mercados importadores da Europa. A ABE mantém a estratégia de enviar amostras representativas dos terroirs do país para auditórios internacionais, garantindo que a qualidade técnica das safra nacionais ganhe espaço em vitrines globais.
A premiação no Mondial des Vins Extrêmes encerra o calendário de avaliações de agosto, com os dados passando a compor o acervo técnico e o histórico de pontuações da enologia brasileira no exterior.
Prêmio Especial CERVIM 2026
Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
Prêmio Excelência CERVIM 2026
Zanotto Troppo Maturo 2020 – Vinícola Campestre
Grande Medalha de Ouro
Zanotto Troppo Maturo 2020 – Vinícola Campestre
Medalha de Ouro
Aurora Reserva Merlot 2023 – Cooperativa Vinícola Aurora
Castellamare Montepulciano 2025 – Cooperativa Vinícola São João
Leone di Venezia Sangiovese 2023 – Vinícola Leone di Venezia
Leone di Venezia Mastino Montepulciano 2022 – Vinícola Leone di Venezia
Quinta da Neve Malbec 2022 – Quinta da Neve
Quinta da Neve Pinot Noir Cuvée de Safras 2023 – Quinta da Neve
Vivalti Touriga Nacional 2022 – Vinícola Vivalti