
A evolução do melhoramento genético vegetal caminha para a aplicação intensiva de ferramentas de precisão molecular e processamento de dados em escala global. Durante a apresentação de sua plataforma de inovação, a Vylor detalhou seu planejamento tecnológico até o ano de 2035, prevendo o lançamento de 12 novas plataformas tecnológicas para as culturas do milho, soja e trigo.
O plano de investimentos coloca a edição gênica por CRISPR e ferramentas moleculares como o motor central das próximas gerações de sementes. No ranking global de patentes e potencial de desenvolvimento em edição gênica aplicada à agricultura, a empresa ocupa a segunda posição mundial, posicionando-se atrás apenas da infraestrutura estatal da China.
A tecnologia de edição de precisão permite alterar, inserir ou desativar sequências específicas no DNA da planta sem a necessidade de introdução de genes de outras espécies, acelerando o tempo de desenvolvimento de novas variedades.
Precisão molecular: A Vylor ocupa o segundo lugar global em potencial de edição gênica, com lançamento de 12 plataformas tecnológicas até 2035.
A primeira aplicação comercial da edição gênica no portfólio da companhia focará a imunidade do milho a complexos de doenças foliares e sistêmicas. O processo insere mecanismos de defesa nativos no DNA da planta, garantindo proteção sanitária desde a germinação até a fase final de maturação, sem depender exclusivamente da aplicação de fungicidas.
Outro projeto em desenvolvimento no pipeline de biotecnologia é a introdução do milho de baixa estatura. O porte reduzido das plantas confere maior resistência ao tombamento provocado por ventos fortes, melhora a eficiência na aplicação de insumos em fases adiantadas da lavoura e permite o aumento da densidade de plantas por hectare.
A tecnologia de baixa estatura simplifica as operações mecânicas na lavoura e reduz as perdas de colheita causadas por intempéries climáticas nas regiões de ventania frequente.
Milho de baixa estatura: O porte reduzido das plantas diminui o risco de tombamento por ventos e facilita o manejo de defensivos na lavoura.
A edição gênica também é aplicada para solucionar gargalos de adaptação regional de cultivares de alto potencial produtivo. Por meio da alteração da maturidade relativa das sementes, os cientistas conseguem encurtar ou ajustar o ciclo de variedades de soja e milho mantendo sua capacidade máxima de teto produtivo.
A modificação da maturidade possibilita a expansão de genéticas de alta performance para latitudes e regiões agrícolas onde o ciclo original da planta não se adequava à janela de cultivo. O ajuste amplia as opções de rotação de culturas para os produtores brasileiros.
No segmento da soja, a empresa planeja o lançamento de uma nova plataforma tecnológica com proteínas inéditas para controle de insetos e tolerância a herbicidas, programada para chegar ao mercado entre 2030 e 2032.