
Seafood Service Show edição 2025
A transformação nos canais de comercialização do pescado no Brasil apresenta oportunidades de expansão para o varejo supermercadista e desafios operacionais para o food service. O relatório Ranking ABRAS, elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados, revela que o faturamento da seção de peixarias das redes participantes saltou de R$ 4,44 bilhões em 2020 para R$ 12,33 bilhões em 2024, registrando um crescimento acumulado de 178%.
A evolução da categoria superou o ritmo de crescimento do setor supermercadista geral no mesmo período, que avançou 48,3%. Contudo, o departamento de peixaria enfrenta índice de perdas operacionais estimado em 2,44%, o que representa um descarte anual equivalente a R$ 301 milhões nas lojas brasileiras.
Para debater soluções em logística de frio, padronização de cortes e tecnologia em embalagens, o setor produtivo e os canais de distribuição se reúnem na 5ª Seafood Show Latin America, feira de negócios promovida entre 20 e 22 de outubro no Distrito Anhembi, na capital paulista.
Salto no supermercado: A seção de peixarias atingiu R$ 12,33 bilhões no varejo em 2024, registrando expansão de 178% em quatro anos.
No segmento de alimentação fora do lar, os desafios operacionais concentram-se na eficiência no preparo e no aproveitamento da matéria-prima. O estudo Raio-X do Pescado no Food Service do Brasil, realizado pela plataforma Seafood Brasil em parceria com a American Seafoods, aponta que 43% dos restaurantes e operadores consultados registram perdas superiores a 12% do pescado adquirido.
A pesquisa identifica a tilápia e a merluza como as proteínas marinhas mais presentes no setor, figurando em 86% dos cardápios comerciais. O salmão e o panga aparecem na sequência, integrando a oferta de 71% dos estabelecimentos do país.
O levantamento revela ainda que 71% dos operadores de food service realizam testes prévios com a equipe de cozinha e compras antes de formalizar pedidos de novos fornecedores. O fator de rendimento dos filés e a padronização das porções destacam-se como requisitos centrais para garantir a rentabilidade dos restaurantes.
Descarte de proteína: Cerca de 43% dos estabelecimentos de food service perdem mais de 12% do volume de peixe comprado no atacado.
A aproximação entre indústrias processadoras, frigoríficos e os tomadores de decisão do mercado comprador orienta a estrutura da Seafood Show Latin America 2026. A área de exposição no Distrito Anhembi expandiu-se 43% em relação à edição anterior, reunindo 120 marcas expositoras em quatro setores especializados.
A qualificação do público conta com a presença confirmada de 140 compradores estratégicos do varejo e do food service por meio do Seafood Buyers Program. Redes de grande porte e empresas regionais do atacado participam de rodadas de negócios direcionadas para fechar contratos de suprimento.
A programação da feira contempla atrações focadas na capacitação técnica e na valorização da cadeia comercial, como o concurso Melhores Peixeir@s do Brasil, o Campeonato Brasileiro de Sushi e o Seafood Innovation Show, premiação voltada às novas tecnologias em máquinas, insumos e embalagens para frigoríficos e restaurantes.
A iniciativa da Francal e da Seafood Brasil visa estruturar parcerias duradouras para abastecer o mercado consumidor e aprimorar a distribuição de alimentos aquáticos no país.