Produzir mais carne e leite em menos tempo e área são os desafios da moderna pecuária
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Publicado em 15/04/2015 16h42

Produzir mais carne e leite em menos tempo e área são os desafios da moderna pecuária

“A pecuária brasileira dará um salto de eficiência à medida que cresce uso de genética de qualidade superior, há mais atenção ao manejo das pastagens, o pacote nutricional seja mais eficiente e o desafio da sanidade seja vencido.
Por: Agrolink com informações de assessoria

O resultado é a melhoria gradativa dos indicadores produtivos e reprodutivos, abatendo o gado com mais precocidade e, assim, aprimorando a qualidade da carne”, ressaltou Luiz Claudio Paranhos, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), no lançamento da Expozebu – a maior exposição da pecuária brasileira – e da Expozebu Dinâmica, que abriu um dia de importantes discussões sobre a produção de carne bovina e leite, incluindo mais uma etapa do Circuito 100% PMGZ, no dia 09 de abril, no auditório da Dow Agrosciences, em São Paulo. A 81ª Expozebu tem como tema ‘Zebu: Produtivo e Sustentável’ e será realizada entre 03 e 10 de maio de 2015, em Uberaba.
 
“Só preço não resolve. É fundamental vencer a batalha da produtividade na pecuária”, confirmou o economista José Vicente Ferraz, diretor da Informa FNP, presente ao evento.
 
O lançamento da Expozebu e da Expozebu Dinâmica, mostra de equipamentos, insumos e produtos para a pecuária de corte e leite, nos dias 6 a 8 de maio, também em Uberaba, trouxe à mesa de discussões temas relevantes detalhados na etapa paulista do Circuito 100% PMGZ.
 
“Tão importante quanto olhar números é olhar para os animais. O Programa de Melhoramento Genético Zebuíno (PGMZ) avalia com muito rigor os bovinos, tanto nos aspectos produtivos quanto reprodutivos. Esse é o motivo de estar atraindo tantos criadores de zebu que, assim como nós, investem na produtividade e na obtenção de indicadores zootécnicos cada vez melhores”, ressalta Luiz Antonio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ.
 
O investimento no melhoramento genético é importante e deve estar associado ao intenso cuidado com a qualidade das pastagens. “Há no Brasil cerca de 98 milhões de hectares de pastagens com algum nível de degradação. Se cuidarmos de uma fração dessa imensidão de terras teremos condições de contribuir para o aumento da produtividade na pecuária”, ressaltou Roberto Risolia, líder de Sustentabilidade da Dow Agrosciences.
 
Luiz Fernando Tamassia, diretor de Inovação e Ciência da DSM Tortuga, trouxe números para demonstrar o aumento dos índices de produtividade a partir da correta suplementação mineral dos bovinos. Porém, destacou, apenas cerca de 40% do rebanho brasileiro usa algum tipo de sal mineral. “Ainda temos muito o que caminhar, mas o importante é que o pecuarista já dispõe de produtos inovadores e eficazes para contribuir para o ganho de peso dos animais”, disse Tamassia.
 
“O desafio dos frigoríficos, como a Marfrig, é contar com lotes de animais homogêneos e prontos para o abate mais cedo para poder extrair o máximo das carcaças e obter a melhor rentabilidade possível”, assinalou José Pedro Crespo, diretor de Originação da Marfrig Global Foods, durante o Circuito 100% PMGZ, em São Paulo. “Temos programas, como Nelore Natural, que bonifica os pecuaristas pelo uso de genética superior e correto manejo sanitário e nutrição. Mas ainda é preciso evoluir mais”.
 
A produção sustentável foi tema da palestra do prof. José Aurélio Garcia Bergman, da Universidade Federal de Minas Gerais, mas deu o tom de todo o evento. “Não há como fugir do lugar comum: a pecuária precisa ser economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente adequada. O fato novo é a importância do meio ambiente nessa discussão e sobre isso é preciso avançar com o pensamento claro de que produzir sustentavelmente também significa cuidar da terra”, reforçou o especialista da UFMG.