Na Expogrande, tratadores destacam satisfação em lidar com animais
Publicado em 02/05/2015 23h16

Na Expogrande, tratadores destacam satisfação em lidar com animais

Tratador que nada, pastor de ovelhas. Assim Wislin Davi Marcos, 65 anos, prefere ser chamado. Na lida de ovinos há 15 anos, ele contou que atua como prestador de serviços nas propriedades, locais em que é responsável por casquear, tosquear e cardar, além de apartar o rebanho para transporte e tratar dos animais nas feiras agropecuárias.
Por: Via Livre

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Pastor de ovelhas: Wislin Davi Marcos, 65 anos e 15 na lida com os ovinos


Tratador que nada, pastor de ovelhas. Assim Wislin Davi Marcos, 65 anos, prefere ser chamado. Na lida de ovinos há 15 anos, ele contou que atua como prestador de serviços nas propriedades, locais em que é responsável por casquear, tosquear e cardar, além de apartar o rebanho para transporte e tratar dos animais nas feiras agropecuárias. “Digo com muito orgulho que sou pastor de ovelhas, a profissão mais antiga do mundo. Amo o trabalho, amo os animais e isso é o que me mantém na lida há tanto tempo”, disse. O ofício foi questão de oportunidade, estava no Rio Grande do Sul precisava de emprego, quando surgiu a vaga para tratar de ovelhas.  
 
O principal ponto positivo na lida desses animais é o companheirismo “São animais muito companheiros e dóceis, mas também têm os seus momentos de temperamento mais forte. No dia a dia, nós aprendemos a reconhecer e a lidar”. Para Wislin, o único ponto negativo é a distância da família. “Minha família mora em Campo Grande, e como eu faço algo em torno de 20 exposições por ano, acabo ficando muito tempo fora”, contou. 
 
Na lida de bovinos há 10 anos, Idimar Oliveira da Silva, 28, herdou o ofício do pai. O ritmo é puxado, geralmente inicia o trabalho às 6 horas e segue até o anoitecer. “Mexer com os animais é muito bom, aprendi com meu pai e decidi seguir na profissão por gostar do ofício. É um trabalho cansativo, mas que vale a pena, pois temos a oportunidade de conhecer vários lugares do Brasil”, detalhou, ele que viaja para tratar dos animais nas feiras agropecuárias. 
 
Já André Ortega, 30 anos, iniciou recentemente no trato dos equinos. Há um ano ele trocou o trabalho de serviços gerais e resolveu se dedicar ao tratamento dos animais. “Cuido de tudo que está ligado ao bem-estar dos cavalos, desde banho, alimentação e limpeza da cocheira. Para mim a troca de trabalho valeu a pena, pois consegui estabelecer com os animais uma relação de amizade e respeito”, disse. 
 
Para o produtor Fábio Miranda Mori, a presença dos tratadores nas propriedades e feiras é fundamental, pois eles garantem tranqüilidade aos produtores. “Eles promovem bem-estar aos animais, tanto na questão nutricional quanto na sanitária e isso nos dá liberdade para tratar dos negócios, sabendo que os animais estarão recebendo a devida atenção”, avaliou.