O término do período continua sendo no dia 15 de setembro, conforme a Instrução Normativa Conjunta, assinada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) e do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT).
De acordo com o Indea/MT, o adiamento foi necessário e é uma excepcionalidade prevista na IN e se dá em função do atraso do plantio da safra 2014/15 de soja em decorrência a falta de chuvas entre setembro e outubro do ano passado. Com o atraso no plantio houve um retardo natural na colheita e assim, na conclusão deste ciclo, em todo o Estado. Até o ano passado, o período proibitivo tinha início em 15 de junho e seguia até 15 de setembro. Durante os mais de 100 dias de vigência, fica proibida a existência de plantas vivas de soja, sejam elas frutos de plantio de safrinha, bem como de restos culturais, as chamadas plantas guaxas.
A alteração no Vazio mato-grossense tem como objetivo minimizar os efeitos da ferrugem asiática - já que os esporos da doença se mantêm ativos de uma safra para outra na medida em que há plantas vivas de soja para garantir abrigo e alimento - e consequente não permitir a realização de safrinha de soja. Em janeiro deste ano, uma IN determinou o dia 1º de junho como início do Vazio da soja. Em fevereiro, uma nova IN antecipou o período proibitivo para 1º de maio. No ano passado a adesão à safrinha foi recorde, mais de 100 mil hectares plantados e foi justamente essa movimentação que levou à necessidade de rever o período do Vazio, demanda vinda da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal de Mato Grosso (CDSV/SFA/MT).
ARGUMENTOS - De acordo com o Indea/MT, o pedido de prorrogação partiu da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), sob o argumento das dificuldades registradas na semeadura dessa safra, o que levou muitos produtores a plantar o oleaginosa após o fim da janela ideal, já em novembro do ano passado. Ainda como explica o Instituto, o adiamento do Vazio passou pela análise da CDSV/SFA/MT.