Parlamentares e pecuaristas discutirão o fim da vacinação da febre aftosa no Estado do Paraná
Publicado em 07/05/2015 16h54

Parlamentares e pecuaristas discutirão o fim da vacinação da febre aftosa no Estado do Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná irá realizar, na próxima segunda (11), a Audiência Pública “Paraná Livre da Febre Aftosa Sem Vacinação”, a fim de debater o esforço do Governo do Estado em tornar o estado livre da febre aftosa sem a necessidade de vacinação.
Por: Nannah Ribas

FOTO DIVULGACAO 1

Essa audiência foi proposta pelo Deputado Anibelli Neto (PMDB), líder do Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar e membro da Comissão de Agricultura e apoiada pelos deputados Fernando Scanavaca (PDT), Tiago Amaral (PSB), Pedro Lupion (DEM), Márcio Pauliki (PDT), Cláudio Palozi (PSC), Guto Slva (PSC) e José Carlos Schiavinato (PP).

A mesa de debate será formada também, por representantes de entidades diretamente interessadas na medida, como a Confederação Nacional da Agricultura, Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado do Paraná (Sindivet), ANPBC, Sociedade Rural do Paraná e de Londrina (SRP), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Centrais de Abastecimento do Paraná S.A. (Ceasa), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Superintendência Federal de Agricultura do Estado do Paraná (Mapa), Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) e Associação Paranaense de Planejamento Agropecuário (Apepa).

O convite também foi estendido a comunidade de pecuaristas, professores e especialistas em Agronegócio, para que possam ser ouvidas todas as correntes técnicas e os diferentes posicionamentos sobre o assunto.

Paraná Livre da Febre Aftosa – O Paraná é livre da aftosa com vacinação, mas a vacina não impede o aparecimento do vírus. Constata-se uma falsa sensação de segurança. Por duas vezes, o Estado fez um estudo sobre a possibilidade de reivindicar, junto a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, mas nem o Paraná estava convencido de que tinha estrutura para isso e não avançou com o pedido.

Na audiência, será exposta, entre outros posicionamentos, a preocupação sobre o futuro das exposições, feiras agropecuárias no Estado, pois com o reconhecimento do Paraná como Estado livre da febre aftosa sem vacinação, ficará proibido o ingresso de animais vacinados de outras regiões. Porém, se torna necessário continuar permitindo essa entrada de animais para engorda (bezerros, por exemplo), pois a pecuária de corte no Estado não tem competitividade e assim, melhora-se a oferta de carne. Também será comparado o Estado do Paraná com o de Santa Catarina, sendo explanadas as diferenças entre os dois Estados, inclusive sobre as fronteiras com o Paraguai e outros estados brasileiros.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o gado paranaense ainda é imunizado porque, em caso de vulnerabilidade e ocorrer algum fato de risco de introdução da doença no território, o vírus não se disseminará com facilidade. Para que se alcance o status sanitário mais vantajoso e seja considerado livre da doença sem vacinação, o serviço veterinário local deveria ser ainda mais fortalecido e o sistema de barreiras sanitárias deverá ser reestruturado, sobre tudo nos 23 postos de fronteira existentes com São Paulo e Mato Grosso do Sul, além dos portos e aeroportos.

O Governo do Paraná afirma que a Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, que iniciou no dia 30 de abril, será a última no Estado e, que a previsão é de vacinar cerca de quatro milhões de cabeças de gado e búfalos com até 24 meses de idade.