Somos o maior produtor mundial de café, com mais de um terço de todo grão produzido no mundo. Se nossa produção supre o mercado em quantidade, qualidade e variedades, é no mínimo um contrassenso liberar a entrada de um produto que vai canibalizar a geração de milhares de emprego e de renda em nosso país”, criticou.
Para 2015, a produção nacional de café prevista é de mais de 40 milhões de sacas, garantindo um faturamento de cerca de R$ 20 bilhões de reais. O setor emprega aproximadamente 8 milhões de brasileiros. “O Brasil tem investido muito em quantidade e em qualidade, e tem ainda a sustentabilidade como um dos principais fatores de diferenciação de sua produção. Por trás do grão, há um forte trabalho de pesquisa, inovação e boas práticas. A livre entrada do grão peruano, a preços inferiores certamente desestimularia os cafeicultores brasileiros que tanto investem em melhoria da qualidade de seu café e na produção sustentável e ética”, explicou o diretor da Faemg.
Segundo Breno Mesquita, a medida vem tornar ainda mais grave um momento especialmente delicado para o produtor, que se encontra descapitalizado e em meio a uma sucessão de problemas gerados por dois anos de seca.
Reunião
Há alguns dias a Faemg tem conversado com produtores de diversas regiões de Minas e de outros estados sobre a situação. Nesta terça (19.05), o presidente das comissões de cafeicultura, Breno Mesquita, se reunirá, em Brasília, com a equipe da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa (responsável pela liberação do café peruano) para dialogar sobre a reversão da medida: “É preciso que haja um mínimo de bom senso e que esta decisão seja reavaliada com máxima urgência, sob o risco de jogarmos por terra tudo o que a cafeicultura nacional conquistou em mais de um século de trabalho pesado”.
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