Brasil firma acordo para beneficiar trabalhadores nas lavouras de algodão
Publicado em 15/06/2015 15h48

Brasil firma acordo para beneficiar trabalhadores nas lavouras de algodão

O programa de cooperação entre o Brasil e a (OIT) canalizou mais de 20 milhões de dólares em uma década, principalmente para países da África e da América Latina, afirma relatório apresentado na última semana na 104ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra
Por: FAO / ONU

algodão

Este valor inclui 6,8 milhões de dólares de uma nova iniciativa de cooperação horizontal também anunciada em Genebra, num encontro que reuniu o Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Manoel Dias, e representantes de organizações de empregadores e de trabalhadores do país.

Nós consideramos o Brasil como um parceiro estratégico para promover o trabalho decente”, disse o Diretor Regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar, referindo-se ao programa de cooperação que há muitos anos tem abordado questões como trabalho infantil, trabalho forçado, proteção social e migração, entre outros temas considerados prioritários pelos países beneficiários.

O novo projeto para a indústria de algodão, que representa o maior volume de recursos no âmbito do programa Brasil-OIT, “abordará questões que são essenciais para a OIT”, segundo Salazar.

O novo projeto começará com a identificação de países produtores de algodão que tenham interesse em participar da iniciativa. Os países selecionados irão desenvolver planos de trabalho com base nas experiências e conhecimentos que o Brasil e a OIT podem fornecer para ajudar a melhorar as condições de trabalho no setor, incluindo questões essenciais como ações para erradicar o trabalho forçado e o trabalho infantil.

Também haverá uma atenção especial à maneira em que as cadeias de fornecimento global operam, pois este é um tema chave para enfrentar os desafios do trabalho decente na indústria do algodão.

O Ministro Dias afirmou durante a IX Reunião de Revisão do programa de cooperação, realizada na sede da OIT em Genebra, que o Brasil e a OIT conseguiram formar uma “parceria excepcional”. Ele também destacou o interesse do Brasil em “compartilhar boas práticas com outros países em desenvolvimento que enfrentem desafios semelhantes”.

De acordo com um relatório apresentado em Genebra, entre 2005 e 2015 o programa de cooperação Sul-Sul Brasil-OIT administrou US$ 21,3 milhões, incluindo como beneficiários vários países na África e na América Latina, além do Timor Leste.