A declaração foi feita pela ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nesta terça-feira (16.06), ao participar do Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2015 e 2016, promovido pela BM&FBovespa, em São Paulo. Segundo ela, até 2025, o OIE deverá reconhecer o país como livre da doença sem vacinação.
A ministra disse que “falta apenas o reconhecimento pleno aos estados do Amazonas, Roraima e Amapá como livres da doença”. Hoje, apenas Santa Catarina é considerada como livre de aftosa sem vacinação pela OIE. Ela também comentou o acordo de cooperação internacional com a Venezuela para diminuir o risco de entrada do vírus no Brasil pela fronteira. "Vamos entrar na Venezuela com a permissão do seu governo para ajudá-la a montar um sistema de defesa agropecuária."
Kátia Abreu garantiu que não faltarão recursos para as ações de defesa agropecuária, uma vez que o orçamento do setor não foi afetado pelo ajuste fiscal promovido pelo governo federal.
Lei agrícola
Sobre os objetivos da sua gestão à frente da pasta, a ministra destacou a ampliação da classe média rural brasileira e a elaboração de uma lei agrícola para o país. "Há uma classe que precisa ingressar no agronegócio. Isso vai melhorar ainda mais nossa performance".
Ela ressaltou também que o Mapa está empenhado em elaborar uma proposta de lei agrícola. “Não vamos mais viver do improviso. O que vai dar segurança e estabilidade é uma lei imexível, aconteça o que acontecer.”
Kátia Abreu destacou ainda o fortalecimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que classificou como “um outro salto, uma evolução como já fizemos no passado”. Para tanto, será criado um fundo que permitirá à empresa captar recursos internacionais.
União Europeia
Ela citou ainda os esforços do governo para que o Mercosul conclua o acordo comercial com a União Europeia. "O principal motivo que nos levou a Bruxelas [na semana passada] foi garantir ao comissariado europeu que um acordo com o Mercosul é prioritário para o Brasil."
As reuniões técnicas para viabilização do acordo devem começar em julho e as trocas de ofertas deverão ocorrer no último trimestre do ano, previu Kátia Abreu. "O Mercosul está pronto, e o comissariado europeu inicia as consultas para finalizar o grupo de ofertas. Estou otimista."
Outros assuntos abordados por Kátia Abreu foram a supersafra de inverno de milho, a garantia de que a Letra de Crédito Agrícola (LCA) não será tributada e o esforço de sua gestão para reduzir a burocracia no Mapa. "Tínhamos processos que antes levavam até quatro anos, e já limitamos o tempo de resposta a um período que vai entre quatro e oito meses. Mas temos um número grande de processos que são respondidos em até 48 horas."