Os estudos realizados demonstraram que um dos vírus isolados, embora pertencente ao subtipo H5N9, era uma cepa recombinante proveniente de pelo menos outros três subtipos - H5N1, H7N9 e H9N2 – e, por isso, com características totalmente diferentes das relatadas até então no tocante aos H5N9.
Conforme os autores da pesquisa, o novo vírus H5N9 possui um gene H5 de alta patogenicidade e um gene N9 pertencente a um H5N9 infectante de humanos. Mas apresentou baixas taxas de mortalidade em camundongos, “provavelmente por ter as aves como hospedeiro preferencial”.
Os pesquisadores também reconhecem que, no atual estágio, é impossível afirmar se, a partir de seu hospedeiro avícola, o novo vírus terá capacidade para infectar humanos ou, mesmo, se tornar um subtipo pandêmico. Mas, pelas suas características recombinantes, sugerem ser interessante avaliar os riscos potenciais de transmissibilidade para a saúde pública.