De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o preço médio de leilão de energia ofertada por PCH (Pequenas Centrais Hidrelétricas) está a R$ 210 por megawatt/hora, já no mercado spot (à vista) o preço da energia de biomassa atingiu o pico em 2014 de R$ 822 e hoje está em torno de R$ 320. A valorização da bioenergia e a crise hídrica no país são apenas dois dos motivos que levaram as usinas a aumentarem a cogeração.
Para a 23º Fenasucro & Agrocana - Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética - que vai acontecer de 25 a 28 de agosto, em Sertãozinho/SP, a energia gerada a partir do bagaço e da palha da cana já confirmou ter capacidade de suprir parte da demanda de eletricidade no país e, consequentemente, consolidar o setor como a proposta mais rápida e eficiente na geração de energia limpa e renovável. No entanto, as usinas que já produzem ou que pretendem entrar nesse segmento, precisam ganhar eficiência.
"A Fenasucro & Agrocana terá um setor exclusivo para a energia, onde vamos apresentar novas tecnologias voltadas à cogeração. Os visitantes contarão com uma plataforma de soluções e conhecimentos - desde a elaboração de projetos (engenharia) até a venda de produtos", afirma Paulo Montabone, Gerente Geral da feira.
Outro diferencial na edição 2015 da feira serão os eventos de conteúdo voltados para o segmento. Este ano, paralelo à Fenasucro & Agrocana, ocorrerá a Conferência de Bioenergia junto com o V Seminário de Bioeletricidade CEISE Br e UNICA, chancelado pela UNESCO, e a Rodada de Negócios do Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy.
Novos Projetos
A multinacional brasileira TGM estará na 23ª edição da feira e adiantou uma das novidades que os visitantes poderão conferir no estande da marca. Trata-se da solução Retrofit, um processo de modernização que se implantado nas usinas poderá incrementar até 9,5 GWh de energia elétrica ao país.
De acordo com o diretor, Antonio Gallati, a empresa pode de imediato, melhorar a eficiência das plantas industriais, aumentar a oferta do excedente de energia, tornando-as mais competitiva e garantir a operação da usina com o compromisso de entregar ao mercado: etanol, açúcar e energia elétrica. "Dois exemplos consolidados em Retrofit são a Usina Santa Lúcia e a Usina São João de Araras, ambas localizadas em Araras. As duas unidades já estão entregando o excedente de energia neste início de safra com a implantação do Retrofit", finaliza.
Pela primeira vez na Fenasucro & Agrocana, a GasBrasiliano - companhia que integra o sistema PETROBRAS, sendo responsável pela distribuição do Gás Natural para uso Residencial, Comercial, Industrial e Automotivo (GNV), traz para a Feira uma nova opção para otimizar e aumentar a receita das usinas por meio de venda de energia elétrica, gerada pelo bagaço e gás natural. De acordo com o engenheiro de gás natural da empresa, Celso Bertinotti, a proposta da GasBrasiliano é complementar a energia gerada pelo bagaço da cana com o gás natural. "O nosso serviço chega para somar junto à usina e, com isso, suprir os déficits que a empresa pode ter por conta de qualquer eventual problema com a safra, como falta de chuvas, ou até mesmo durante a entressafra que dura cerca de quatro meses. Com o uso combinado de gás natural e energia gerada pela usina é possível ter ganho de eficiênci a, economia de bagaço, além de gerar energia durante o ano todo sem lacunas", explica.
Durante os quatro dias de feira, a terá a parceria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), uma entidade com mais de 100 anos de atuação na área de pesquisas para o processo de desenvolvimento do país, que estará na Fenasucro & Agrocana para atestar a eficiência do uso de gás natural em usinas sucroenergéticas.