O assunto ambiental que é essencial e pautará o Encontro Mundial – Conferência das Partes (COP) 21 em Paris, no próximo mês de dezembro, acabou cedendo lugar para o Pacto Federativo que tende a redimensionar o poder de decisão e de distribuição de recursos entre governo federal, Estados e municípios. “De nada adianta se discutir questões ambientais no atual momento de instabilidade política e de falta de poder para os Estados e municípios”, disse o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT).
Assediado pelos ministros presentes ao evento, dos Transportes, Antônio Rodrigues; Meio Ambiente, Isabella Teixeira e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, por causa da necessidade de apoio para as matérias do Ajuste Fiscal, Pedro Taques teria sinalizado ser favorável desde que o governo federal cumprisse com suas obrigações em relação aos Estados e municípios, já que as matérias como o Fundo de Equalização das Alíquotas do ICMS pode representar uma perda estimada entre R$ 150 até R$ 380 milhões a menos por ano para Mato Grosso. O governador de Mato Grosso que recentemente esteve nos Estados Unidos discutindo em organismos financeiros como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, recursos para compensação pela preservação ambiental, o REED que nada mais é do que a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal.
“REED nada mais é do que mecanismo de remuneração dos países que mantém suas florestas em pé, sem desmatar, e com isso, evitam emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e a degradação. A este conceito se adicionou atividades de conservação, manejo sustentável das florestas e aumento de seus estoques, componentes que deram origem ao REED+”, explicou Pedro Taques que criticou a falta de vontade política da maioria dos países membros das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Para o governador Pedro Taques, os governadores de todo o Brasil devem ser ouvidos. “Nós queremos participar. Venho de um Estado que preserva 60% de 904 mil quilômetros quadrados”, disse ressaltando esperar ser compensado, pois Mato Grosso lidera a produção do agronegócio, uma das poucas atividades ainda superavitárias. (M.L)