Especialista apresenta alternativas para frear ataques da mosca branca na Bahia
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Publicado em 03/08/2015 16h09

Especialista apresenta alternativas para frear ataques da mosca branca na Bahia

O pesquisador Massaru Yokoyama fez um alerta sobre os prejuízos causados pela mosca branca na produção agrícola da Bahia.
Por: Agrolink

mosca branca 03.08.2015

A praga é responsável por diferentes danos nas culturas de soja, algodão e feijão, por exemplo. Os prejuízos nestas culturas chegam a 100% de perdas, segundo a Embrapa.

Conforme Yokoyama, os desafios ainda são grandes para controlar a praga, em função da falta de poucos produtos fitossanitários registrados no mercado somada a falta de instrução na identificação da praga, principalmente nos primeiros ciclos biológicos do inseto. “A melhor maneira de se controlar a mosca branca é na fase jovem, porque é neste ciclo que se elimina a linfa. Do contrário, quando se controla o adulto ainda está deixando o ovo e a linfa livre para o crescimento; e neste caso, a recomposição da população será automática em uma semana, mesmo havendo uma eficiência grande do produto”, explicou.

Segundo ele, as principais dificuldades no domínio da mosca branca estão na implantação de um controle integrado regional no sistema de produção, foco no controle de adultos, foco na cultura e não no sistema, além de “time” de aplicação incorreto e falta de planejamento na aquisição de insumos. “Pensar em mosca branca é pensar de forma global dentro da região produtora. Enquanto houver cultura verde a mosca branca vai permanecer na lavoura, ela só começa o seu processo de migração na fase de maturação fisiológica da planta, quando percebe a escassez de alimento e migra através da corrente aérea para outra área verde. A mobilidade da mosca branca é muito grande chegando até 30 quilômetros por dia. Por isso, pensar no controle da mosca branca é pensar diferente, de forma global e proativa”, concluiu.

Os esclarecimentos foram dados aos produtores durante reunião técnica realizada na semana passada na Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms). Ao longo de 2015, novos encontros entre cooperados e especialistas serão realizados para auxiliar a cadeia produtiva baiana. 

Saiba mais 
Predominante em regiões e épocas mais secas, a incidência da mosca branca vem crescendo rapidamente no cerrado baiano e representa grandes riscos para o campo. Por ser uma espécie de perfil migratório, e de rápido crescimento populacional, é fundamental para os produtores se prepararem para um manejo integrado, com ações preventivas e monitoramento constante.