Agricultores do interior do AM participam de curso à distância sobre bananeira
Publicado em 03/08/2015 18h48

Agricultores do interior do AM participam de curso à distância sobre bananeira

Tradicional e importante para a segurança alimentar, a banana está na mesa das casas amazonenses em todo o Estado. Mas para alcançar o seu máximo potencial produtivo, a bananeira precisa ser cultivada da maneira certa.
Por: Felipe Rosa e Maria José Tupinambá | Embrapa Amazônia Ocidental

bananeira

Nesse sentido, agricultores do interior estão sendo capacitados pelo curso Produção de Bananeiras, realizado por meio de videoaulas à distância, transmitidas a partir do Centro de Mídias do Estado – espaço utilizado há cerca de dez anos pela área de educação e que agora também vai ser útil para compartilhar tecnologias ao setor agropecuário.

A capacitação é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) em parceria com diversas instituições, como a Embrapa, e introduz uma série de outros cursos à distância que serão apresentados para os agricultores em diversas áreas da produção rural.

O curso Produção de Bananeiras é ministrado pela pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Mirza Carla Normando Pereira, e pelos engenheiros agrônomos Sepror, Luiz do Herval Filho, Airton Schneider e Marco Petillo. A primeira aula ocorreu no dia 29 de julho e contou com a participação de cerca de 200 agricultores. Com o tema Produção de Bananeiras acontecem outras duas aulas: nesta terça-feira (4 de agosto) e no dia 11 de agosto.

As apresentações são compostas por explicações dos apresentadores que ficam, ao vivo, no Centro de Mídias, em Manaus, apoiados por imagens de vídeos produzidos especialmente para o curso pela TV Cultura, Embrapa e Sepror. Para esse treinamento participam agricultores selecionados pela Sepror e pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) em dez municípios: Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Careiro, Manicoré, Borba, Novo Aripuanã, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Manaquiri.

O curso aborda todos os aspectos da bananeira, desde a escolha da área, época de plantio, tipos de mudas, doenças e pragas, colheita, pós-colheita, passando pela comercialização, linhas de crédito e chegando até mesmo a mostrar aos agricultores como elaborar um plano de negócios. Durante a atividade acontece a troca de ideias entre professores, assistentes e alunos, possibilitando a interatividade entre os grupos, para que o conhecimento realmente alcance todos os participantes.

Conforme Luiz do Herval, as capacitações à distância otimizam os recursos do Estado. "Existe essa tecnologia já há alguns anos sendo usada pela área de educação e que agora o setor produtivo se apropria. Em cursos presenciais, nós técnicos conseguimos atender entre 20 e 30 agricultores apenas. Nessa aula, por ser o início, vamos trabalhar com dez municípios e cerca de 200 agricultores, mas sabemos que esse número pode até mesmo ser expandido. Então é uma grande oportunidade para as instituições de pesquisa e extensão chegarem ao agricultor de forma eficiente", disse Herval ao lembrar que o Centro de Mídias alcança cerca de 1,5 mil pontos espalhados por todo o Estado.

A pesquisadora da Embrapa, Mirza Pereira, destaca que o retorno de alguns agricultores à primeira aula foi positivo e acredita que a metodologia é uma oportunidade de facilitar o acesso do público do interior às tecnologias agropecuárias. "Acredito que conseguimos transmitir o conteúdo de uma forma didática e os agricultores responderam bem nesse primeiro momento. Isso é importante, porque com as dificuldades geográficas que temos, essa ferramenta é fundamental", destacou.

Cultura da Bananeira
A cultura da bananeira (Musa spp.) ocupa o segundo lugar em volume de frutas produzidas e a terceira posição em área colhida no Brasil. É considerada uma cultura de subsistência, produzida em pequenas áreas rurais. A safra brasileira corresponde a 7,3 milhões de toneladas para uma área colhida de 503.354 hectares, distribuídos entre 65.500 produtores, conforme dados do IBGE.