Agricultores do país vizinho, o principal fornecedor do cereal ao Brasil, têm evitado plantar trigo este ano por causa do tempo mais seco, que arruinou grande parte do cinturão de grãos dos Pampas, e também pelo sistema de cotas de exportações que limita carregamentos visando garantir ampla demanda doméstica.
As cotas resultaram em um excedente de 3 milhões a 3,5 milhões de toneladas de trigo no final da última temporada.
Os preços baixos do trigo também pressionaram os produtores argentinos a plantar cevada e outras safras alternativas.
"Há um desestimulo total para plantar trigo nesta temporada. Ainda há cerca de 3,5 milhões de trigo argentino armazenado e não vendido de 2014/15," disse Pablo Adreani, chefe da consultoria Agripac, que prevê 10,5 milhões de toneladas para a safra 2015/16.