Comissão aprova revogação de norma sobre importação de café peruano
Publicidade
Publicado em 10/08/2015 14h51

Comissão aprova revogação de norma sobre importação de café peruano

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (05.08) o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 81/15, que revoga uma instrução normativa do Ministério da Agricultura que traz as regras para importação de grãos de café arábica do Peru (IN 6/15).
Por: Cenário MT

A proposta é de autoria do deputado Max Filho (PSDB-ES) e recebeu parecer favorável do relator, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR). Ele recomendou também a aprovação do PDC 83/15, do deputado Evair de Melo (PV-ES), que tramita apensado ao PDC 81 e que trata do mesmo assunto.

O relator acolheu os argumentos do deputado Max Filho, para quem a importação de grãos peruanos poderá reduzir ainda mais os baixos preços recebidos pelos produtores de café do Brasil, tanto no mercado interno como externo.

Excedente


Sperafico explicou que o Peru produz anualmente cerca de quatro milhões de sacas de grãos de café, voltadas em sua maioria para o mercado externo, já que o consumo interno é baixo. Para ele, a entrada da safra excedente peruana no mercado brasileiro poderá ter um forte impacto sobre a produção nacional.

“Autorizar a importação do café peruano é colocar em risco a principal fonte de renda de milhares de famílias, causando um enorme prejuízo social”, disse o relator. Segundo ele, parte significativa da produção nacional é oriunda de 196 mil estabelecimentos de agricultura familiar, distribuídos em 1.468 municípios brasileiros.

Suspensão temporária


A repercussão negativa da IN 6/15 levou o Ministério da Agricultura a suspender temporariamente a norma menos de um mês após a sua edição, em maio passado.

A suspensão irá vigorar até que o governo peruano apresente informações sobre a produção, as pragas presentes e os tratamentos fitossanitários utilizados pelos cafeicultores do país andino.

Tramitação


O projeto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, segue para o Plenário da Câmara.